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quinta-feira, julho 23, 2026

Racha no PL do Pará leva denúncia sobre emendas da saúde à Polícia Federal e PGR ameaça ganhar dimensão nacional


Zezinho Lima acusa Éder Mauro de comandar esquema de devolução de recursos do SUS; deputado nega irregularidades e atribui ofensiva a uma articulação contra sua candidatura ao Senado e envolve prefeituras do interior que seriam participantes do esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. Assista a entrevista no fim da matéria.

Uma guerra interna no Partido Liberal colocou no centro da política paraense uma acusação potencialmente explosiva envolvendo emendas parlamentares destinadas à saúde. Em entrevista ao PoderCast, da TVC Pará, o vereador de Belém Zezinho Lima (PL) acusou o deputado federal Delegado Éder Mauro (PL-PA) de comandar um suposto esquema de cobrança de propina sobre recursos federais enviados a municípios do interior do estado.

A denúncia ganha peso político por partir de um integrante do mesmo partido e do mesmo campo ideológico do deputado. Zezinho é identificado com o bolsonarismo e pretende concorrer a deputado estadual. Éder Mauro, deputado federal em seu terceiro mandato, é uma das principais lideranças da direita paraense e aparece como pré-candidato ao Senado. A trajetória parlamentar do deputado é confirmada pelo perfil oficial da Câmara dos Deputados.

Durante o programa, Zezinho afirmou ter entregado à Superintendência da Polícia Federal, em Belém, um pendrive contendo extratos bancários, comprovantes de transferências, conversas e gravações. Segundo o vereador, o material indicaria que empresas prestadoras de serviços a prefeituras beneficiadas por emendas devolviam entre 20% e 30% dos recursos a pessoas ligadas ao grupo político do deputado.

O mecanismo descrito por Zezinho teria como figura central Lucas Rego de Brito, apontado como ex-assessor do gabinete do vereador Mayky Vilaça. De acordo com a acusação, Lucas recebia salário de aproximadamente R$ 2,6 mil, mas teria movimentado mais de R$ 1 milhão. O dinheiro, ainda segundo o denunciante, seria posteriormente distribuído a assessores e integrantes do grupo político.

No trecho em que descreve o suposto funcionamento do esquema, Zezinho menciona Bujaru, São Miguel do Guamá e Tucuruí entre os municípios que deveriam ser investigados. Ele afirma que empresas contratadas pelas administrações locais transferiam recursos para a conta do intermediário após receberem pagamentos realizados com verbas das emendas.

Imagens não substituem perícia

O programa exibe reproduções de supostos extratos, saldos bancários e comprovantes de Pix. Entre os valores mencionados estão uma transferência de R$ 50 mil e um saldo de aproximadamente R$ 1.264 milhão.

Não é possível identificar, apenas pelo vídeo, a origem do dinheiro, os contratos públicos correspondentes, os CNPJs das empresas ou a relação entre cada movimentação e uma emenda parlamentar específica.

Por isso, o conteúdo divulgado constitui, neste momento, material acusatório - não prova conclusiva de corrupção. A eventual confirmação dependerá da obtenção dos documentos diretamente das instituições financeiras, do rastreamento dos recursos federais e da comparação com contratos, notas fiscais e pagamentos feitos pelas prefeituras.

Transferências de R$ 20 mil alimentam contra-ataque

Um dos pontos mais sensíveis da disputa é admitido pelo próprio Zezinho. O vereador reconhece que ele, sua irmã e o presidente da Câmara Municipal de Belém, John Wayne, fizeram transferências que, somadas, chegaram a R$ 20 mil para Lucas.

Zezinho diz que o dinheiro foi uma ajuda financeira porque o ex-assessor estaria endividado, ameaçado e enfrentando problemas com apostas. Éder Mauro apresenta outra interpretação: sustenta que os valores teriam sido usados para pagar pela produção de um depoimento falso contra ele.

O deputado afirma ser vítima de uma ação coordenada destinada a desgastar sua pré-candidatura ao Senado. Segundo sua assessoria, comprovantes de Pix, conversas e registros de ligações demonstrariam a articulação. Sua equipe jurídica anunciou a análise de medidas judiciais. As duas versões estão detalhadas em reportagem do Estado do Pará Online.

Mayky Vilaça também negou envolvimento em corrupção e acusou Zezinho de traição política. O vereador denunciante, por sua vez, anunciou que pretende pedir a cassação de Mayky na Câmara de Belém.

Recursos da saúde somam mais de R$ 49 milhões

A dimensão financeira das emendas destinadas por Éder Mauro à saúde pode ser confirmada nos registros oficiais da Câmara dos Deputados.

Em levantamento realizado por este blog, em 2024, foram pagos aproximadamente R$ 18,78 milhões em emendas do parlamentar por meio do Fundo Nacional de Saúde. Em 2025, o valor pago chegou a cerca de R$ 18,76 milhões. Em 2026, até a atualização disponível em 23 de julho, haviam sido pagos R$ 11,66 milhões, de um total autorizado de R$ 20,31 milhões.

Somados, os pagamentos da saúde registrados entre 2024 e 2026 alcançam aproximadamente R$ 49,2 milhões. Os números podem ser consultados nas páginas oficiais referentes a 2024, 2025 e 2026.

Esses registros demonstram o volume de recursos públicos envolvido e reforçam a necessidade de apuração. Não demonstram, contudo, que tenha ocorrido desvio. Para estabelecer uma relação entre as transferências federais e as movimentações bancárias apresentadas por Zezinho, será necessário identificar os beneficiários de cada emenda, os fundos municipais de saúde, as empresas contratadas e o caminho posterior do dinheiro.

Denúncia implode discurso de unidade da direita

O impacto político decorre justamente da origem da acusação. Não se trata de um confronto entre governo e oposição, esquerda e direita ou PL e adversários históricos. A denúncia parte de um bolsonarista contra uma das figuras mais conhecidas do próprio bolsonarismo paraense.

A crise atinge o PL em pleno ano eleitoral. Éder Mauro pretende disputar o Senado, enquanto Zezinho busca espaço para concorrer à Assembleia Legislativa. O episódio pode interferir na montagem das chapas, na distribuição de apoio partidário e na relação do PL com outras forças da direita paraense.

O diretório estadual, presidido pelo deputado Joaquim Passarinho, anunciou uma apuração interna e prometeu observar o direito de defesa. A reação partidária mostra que o caso já ultrapassou a esfera de uma troca de ataques nas redes sociais. A nota divulgada pelo PL paraense informa que o resultado poderá levar à aplicação das medidas previstas no Estatuto e no Código de Ética da legenda.

Caminho pode chegar ao STF

Zezinho anunciou que levaria o material à Procuradoria-Geral da República, em Brasília, e assim o fez. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação pública de que a Polícia Federal tivesse instaurado inquérito específico nem de que a PGR tivesse formalizado procedimento contra o deputado.

Se as autoridades encontrarem indícios relacionados à destinação de emendas durante o mandato, o caso poderá ser submetido à supervisão do Supremo Tribunal Federal, em razão da prerrogativa de foro do deputado. A própria PGR informa que atua perante o STF na abertura de inquéritos e ações penais envolvendo autoridades com foro.

Investigações sobre emendas já são acompanhadas pela Corte. Em fevereiro de 2026, por exemplo, o STF autorizou medidas da Polícia Federal em outra apuração que envolve parlamentares e suspeitas de direcionamento de verbas federais. O precedente não estabelece qualquer relação com o caso paraense, mas revela a dimensão nacional que investigações dessa natureza podem alcançar.

O que precisa ser esclarecido

Os próximos desdobramentos dependerão de respostas objetivas:

  1. A Polícia Federal instaurou procedimento a partir do material entregue por Zezinho?

  2. A denúncia foi efetivamente protocolada na PGR?

  3. Os extratos exibidos são autênticos e integrais?

  4. Quais municípios, emendas, fundos de saúde, contratos e empresas estão relacionados às transferências?

  5. Os valores movimentados por Lucas vieram de prestadores pagos com recursos do SUS?

  6. Qual foi o destino final das transferências?

  7. O Conselho de Ética da Câmara de Belém abrirá processo contra Mayky Vilaça?

  8. Quais providências serão tomadas pelo PL após a apuração interna?

A crise já provocou um abalo na direita paraense. Transformar esse abalo em investigação criminal, processo político ou arquivamento dependerá da qualidade das provas - e não do volume das acusações. Entre a “bomba” apresentada no estúdio e uma eventual responsabilização existe um caminho que passa por perícia bancária, rastreamento do dinheiro, contraditório e decisão das autoridades competentes.

A sociedade paraense e brasileira aguarda por respostas das instituições públicas de fiscalização e controle.

Assista aqui a entrevista de Zezinho Lima ao jornalista Diógenes Brandão, no PODERCAST.

quarta-feira, dezembro 09, 2020

Polícia Civil indicia ex-secretário municipal de Saúde e mais três pela compra de respiradores em Belém

Compra foi realizada pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). Foto: Leandro Santana / Ascom PC-PA.


Por Cristiani Sousa, da Polícia Civil, v
ia Agência Pará, sob o título PC: quatro pessoas são indiciadas pela compra irregular de respiradores em Belém

A Polícia Civil do Pará finalizou o inquérito policial que investiga a compra de respiradores pulmonares realizada pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). Quatro pessoas foram indiciadas. O documento com 320 folhas foi remetido à Justiça na última terça-feira (1º).  

A investigação concluiu que o ex-secretário municipal de Saúde, Sérgio de Amorim Figueiredo, realizou a contratação direta sem a declaração de dispensa e licitação. Ele também responderá pelos crimes de associação criminosa, ordenamento de despesa não autorizada em lei e modificação ou alteração não autorizada de sistemas de informações.  

A proprietária da empresa GM Serviços, Genny Missora Yamada, foi indiciada pela contratação direta sem declaração de dispensa e licitação, associação criminosa e sonegação fiscal. Já Raimundo Teixeira de Macedo, proprietário da empresa Macedo Hospitalar, que realizou a negociação com a Sesma, responderá por associação criminosa e sonegação fiscal. A servidora da Sesma, Débora Paula Lucas, também foi citada no inquérito e responderá a um Termo Circunstanciado de Ocorrência.  

Operação Quimera investigou denúncia de fraude na aquisição dos equipamentos pela Sesma. Foto: Leandro Santana / Ascom PCPA


Operação Quimera – A Operação Quimera foi realizada no dia 9 de outubro para investigar denúncia de fraude na aquisição de respiradores pulmonares pela Secretaria de Saúde de Belém (Sesma), com recurso do Fundo Municipal de Saúde.  

A ação foi realizada pela Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (Decor) para apurar crimes de falsificação de documento particular, fraude em licitação, peculato e associação criminosa. Os 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em dois órgãos municipais e quatro residências.

As equipes da Polícia Civil realizaram buscas na sede da empresa investigada, denominada GM Serviços Comércio e Representação Eireli, e em dois locais que, durante a investigação, constatou-se que serviriam como pontos de fachada.

sábado, setembro 19, 2020

Paraenses padecem sem a saúde que a propaganda de Helder diz existir

"Parece que o governador Helder Barbalho não informou a sua equipe acerca de seu juramento de cuidar dos paraenses", pontua jornalista que recebe apelos diários de pacientes em busca de atendimento médico e hospitalar no Pará.


Por Fransinete Florenzano, em seu blog sob o título Sespa e Abelardo Santos negam leito a paciente



Todo mundo sabe que a vida de uma pessoa que sofreu AVC depende da rapidez com que é socorrida, mas a Sespa e o Hospital Abelardo Santos fazem pouco caso da vida dos paraenses. Não há um só dia em que não receba apelos para ajudar pessoas pobres do interior que estão em situação gravíssima e lhes é negado leito nos hospitais do Estado. Não sou DAS do Governo do Pará, dona de hospital, profissional de saúde ou política.

Tudo o que posso fazer, como cidadã e jornalista, é dar visibilidade aos pedidos. E ninguém deveria precisar se humilhar e padecer tanto para ter acesso a um direito insculpido na Constituição Federal. 

Enquanto a propaganda oficial e o governador Helder Barbalho afirmam que sobram vagas nos hospitais, pessoas continuam a morrer por falta de atendimento médico e hospitalar.

É uma desumanidade criminosa! 

Desrespeito à dignidade humana, ao direito à vida e à saúde pública!

Desde anteontem Randolpho Batista dos Santos, 50 anos, agoniza no hospital regional do Marajó, em Breves, onde não há especialista nem equipamentos para tratar AVC hemorrágico.

Ele precisa urgentemente ser transferido para hospital em Belém com UTI especializada. O paciente está há três dias no sistema de regulação da Sespa, o médico que o assistiu frisou o risco de morte, mas o pobre homem ainda continua em Breves. 

O hospital Abelardo Santos se limitou a mandar atualizar o Sisreg, o que foi imediatamente providenciado, mas até agora não foi confirmado leito nem o transporte, que tem que ser aéreo, do Marajó para a capital. Se ele não for transferido logo vai ser mais um a morrer por falta de atendimento.

Já fiz o apelo ontem, no post Paciente marajoara precisa de UTI, mas a Sespa e o Hospital Abelardo Santos simplesmente ignoraram. Parece que o governador Helder Barbalho não informou a sua equipe acerca de seu juramento de cuidar dos paraenses.

quarta-feira, junho 24, 2020

PF apreende 300 obras de arte em apartamento de secretário de saúde do Pará em Porto Alegre

A avaliação de apenas uma parte delas foi de R$ 20 milhões, segundo um especialista acionado pela corporação

Via Gauchazh


Mais de 300 obras de arte foram apreendidas pela Polícia Federal (PF) durante operação em um apartamento triplex no centro de Porto Alegre que pertence ao secretário estadual da Saúde do Pará, o gaúcho Alberto Beltrame. A avaliação de apenas uma parte delas, feita por um especialista acionado pela PF, foi de R$ 20 milhões.  

A Operação Matinta Perera é a segunda fase da Operação Bellum, deflagrada no Pará em 10 de junho para investigar possível fraude na compra de respiradores por R$ 50 milhões. Entre os investigados no Pará está o governador Helder Barbalho (MDB). O Superior Tribunal de Justiça (STJ) emitiu mandados de busca para sete endereços, entre eles dois apartamentos no Centro, um escritório de advocacia e uma casa em condomínio em Xangri-lá.






O triplex de Beltrame destoa da simplicidade do prédio antigo, situado na Avenida Duque de Caxias. O imóvel foi todo reformado, tem elevador e terraço com ofurô. Há obras de arte espalhadas por todos os cômodos, até em banheiros. Devido a quantidade, o material foi apreendido, mas mantido no local. Um advogado que foi enviado ao triplex para acompanhar as buscas foi nomeado pela PF como fiel depositário das obras apreendidas. Elas têm que ser conservadas até a conclusão da investigação e não podem ser negociadas.  

No mesmo prédio houve buscas em outro apartamento, em que mora uma pessoa ligada a Beltrame. Na casa em Xangri-lá, no condomínio Enseada, os federais apreenderam R$ 70 mil em notas de reais, euro e dólar. O escritório de advocacia que também foi alvo de buscas é de um advogado ligado a Beltrame.  

O secretário emitiu nota sobre a operação da Polícia Federal:  

"Esclareço que as obras de arte que estão no meu apartamento em Porto Alegre são fruto de 35 anos de trabalho. Todas elas foram adquiridas antes de minha gestão como Secretário de Saúde no Pará. Algumas obras são cópias, e as que têm valor foram declaradas no meu imposto de renda. Foram pagas com transferências bancárias e tenho suas notas fiscais. Todo o meu patrimônio é absolutamente compatível com a renda que auferi com meu trabalho ao longo deste tempo. Por fim, informo que os valores pagos pelos respiradores no Estado do Pará foram integralmente devolvidos aos cofres do Estado", afirmou Beltrame.  

A Polícia Federal também enviou nota, falando que, na fase preliminar, "ainda não se pode atestar a autenticidade das obras".  

"Com relação à apreensão de obras de arte ocorrida no dia de hoje nas buscas realizadas durante a Operação Matinta Perera, numa análise prévia, trata-se de conjunto significativo que ilustra as artes plásticas do Século XX no Brasil.  

Entre o número de peças que compõem a apreensão, verifica-se inicialmente a existência de quadros de Vicente do Rego Monteiro, Iberê Camargo, Burle Marx, Di Cavalcanti, Djanira, Siron Franco, dentre outros, além de pinturas e esculturas de arte sacra e decorativa.  

Nesta fase preliminar, ainda não se pode atestar a autenticidade das obras. Contudo está sendo feito contato com instituições de arte (museus) que possam custodiar e avaliar tal acervo, bem como fazer a manutenção e conservação das peças artísticas."  

O nome da operação 

Matinta Perera é uma personagem do folclore brasileiro, mais precisamente na Região Norte do país. Trata-se de uma bruxa velha que à noite se transforma em um pássaro agourento que pousa sobre os muros e telhados das casas e se põe a assobiar, e só para quando o morador, já muito enfurecido pelo estridente assobio, promete a ela algo para que pare (geralmente tabaco, mas também pode ser café, cachaça ou peixe). Assim, a matinta para e voa, e no dia seguinte vai até a casa do morador perturbado para cobrar o combinado. Caso o prometido seja negado, uma desgraça acontece na casa do que fez a promessa não cumprida.

segunda-feira, abril 06, 2020

A resposta de Zenaldo Coutinho sobre o vídeo do PSM da 14

Prefeito de Belém tomou a iniciativa de responder diretamente ao blog sobre a denúncia de mal atendimento no PSM da 14.

Por Diógenes Brandão

O prefeito de Belém Zenaldo Coutinho enviou mensagem ao blog AS FALAS DA PÓLIS esclarecendo que adotou medidas para atender imediatamente o paciente e apurar os responsáveis, logo soube do caso de um cidadão, que não teria sido atendido no PSM da 14 de Março, noticiado aqui, na madrugada desta segunda-feira, 06. 

A resposta do prefeito foi à matéria Pará ultrapassa os 100 casos de COVID-19, onde chamamos a atenção, para que tanto o governador, quanto ele, o prefeito de Belém, tenham mais atenção com as denúncias de mau atendimento, que vem circulando nas redes sociais, como vimos no vídeo com uma cidadã reclamando da falta de atendimento no Pronto Socorro Municipal, revelou uma situação dramática. 

"Ontem mesmo, ao tomar conhecimento do vídeo DETERMINEI acolhida do paciente e apuração dos procedimentos! O PSM da 14 tem sido referência de boas práticas e alta resolutividade. Essa conduta vai ser investigada em defesa da vida desse paciente e de resguardo do conjunto de profissionais que tem se dedicado com amor e sacrifício!", disse Zenaldo Coutinho em uma mensagem privada.


A iniciativa do gestor municipal é totalmente diferente da adotada pelo gestor estadual, que não responde as perguntas da imprensa, sobretudo quando estas tocam em temas sensíveis e que acabam sendo jogadas na lata de lixo da indiferença e da arrogância. 

Ao prefeito, este ansioso blogueiro perguntou qual as medidas que estariam sendo adotadas para impedir que novos casos aconteçam e o andamento da apuração dos fatos. 

O blog aguarda as respostas e agradece a atenção e o feedback.

sexta-feira, agosto 30, 2019

População de Capanema apela por saúde e Hospital Regional é mantido fechado

Hospital Regional dos Caetés está pronto e já poderia estar atendendo a população do nordeste paraense, mas continua fechado desde novembro do ano passado.

Por Diógenes Brandão

Tomado pela insegurança de se revelar incapaz de governar para todos e com a pretensão de estar presente em todos os lugares, como se tivesse uma capacidade divina da onipresença, o governador Helder Barbalho se esforça para mostrar serviço, pelo menos de maneira altamente midiática e tenta passar a ideia de que está resolvendo a questão da violência e das queimadas no Pará. 

Como é movido por pautas que mais aparecem nas pesquisas de opinião que encomenda, mas não divulga, Helder se volta para elas e acaba virando as costas para as demais, onde inúmeros problemas se arrastam sem a sua devida atenção.

Prova disso é a situação dramática do povo de Capanema, que agoniza sem a inauguração do Hospital Regional, que deveria ser inaugurado ainda em Novembro de 2018, mas não foi por uma determinação judicial, após contestação feita pelo então primo do governador, Igor Normandona época vereador de Belém e eleito naquele mesmo ano, deputado estadual -  que justificava que o hospital ainda não estava todo pronto e por isso não poderia ser inaugurado. 

A população que sofre com a falta de leitos e precisa se deslocar de sua cidade para outros municípios não concordam com os efeitos negativos que recaem sobre os mais pobres e populares de Capanema, afirmam que o hospital estava praticamente todo pronto, com alas que já poderiam estar atendendo a população, como a materno-infantil, mas como o hospital não foi aberto, as mulheres grávidas são obrigadas a fazerem seus partos em municípios próximos, como Bragança e Salinas.

Veja as fotos divulgadas pelo governo de Simão Jatene, quando no fim do seu mandato pretendia inaugurar o Hospital Regional dos Caetés, construído com quase 100 leitos de média e alta complexidade, com equipamentos de última geração, salas de cirurgias, unidade materno-infantil, entre outros, já poderia atender a população de boa parte do nordeste paraense, mas foi barrado por decisão judicial movida e pressionada pela família Barbalho.







A postura birrenta de governantes, oriundos de famílias ricas e que preferem deixar seu povo penalizado, a ter que abrir as portas de hospitais para atender pacientes, deixa vítimas e traz muitos problemas, sobretudo para famílias pobres.

Em Capanema, por exemplo, diversos apelos são feitos pela população através das redes sociais, mas como a maior parte da imprensa está submissa e controlada por  interesses econômicos e o pagamento de altas verbas de publicidade, a dor e o desespero de quem precisa do atendimento público da saúde, não são noticiados.



Depois de inaugurado, O Hospital Regional dos Caetés servirá a quase meio milhão de paraenses que vivem no entorno de Capanema, como nos municípios de Peixe boi, Capitão Poço, Nova Timboteua, Primavera, Quatipuru, Ourém, Garrafão do Norte, Santa Luzia, Cachoeira do Piriá, entre outros.

Só falta o governador Helder Barbalho colocar a placa de inauguração, fazer a selfie e junto com os deputados e prefeitos aliados, entregar a obra para a população. 


Faça logo isso, governador! 


A população daquela região não suporta mais viver com essa grande estrutura hospitalar fechada e por abri-la e colocá-la para salvar vidas e curar doenças, com certeza ela te agradecerá!

quinta-feira, julho 04, 2019

Hospital Barros Barreto: Mortes por omissão e descaso

DENÚNCIA




Em reportagem publicada no portal de notícias Roma News nesta segunda-feira (1), a direção do Hospital Universitário João de Barros Barreto tenta mascarar a verdade sobre a alta taxa de mortalidade registrada no hospital em 2018. A superintendência da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) usou como justificativa para a alarmante taxa de 15,75% de mortalidade em 2018 (a média nacional fica em torno de 5%) o fato de o perfil dos pacientes ser de situação de alta complexidade e em estágios avançados de doenças graves. 

Ou seja, transferiu a responsabilidade para os próprios pacientes. 

O que a superintendência está escondendo é que a alta taxa de moralidade é o resultado da omissão dos médicos plantonistas, como constatou a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Barros Barreto.

Ao estudar os prontuários dos pacientes do hospital, a CCIH verificou que as mortes ocorrem em sua maioria nos finais de semana e feriados, quando os médicos plantonistas se dividem (se tem dois médicos de plantão, apenas um vai) ou mesmo faltam sem cobertura. 

“Mesmo quando eles estão lá, não sobem para ver os pacientes. Assim, os residentes acabam fazendo as visitas às pessoas internadas sozinhos”, relatam funcionários. 

Como esses médicos residentes não têm grandes experiências, eles acabam apenas repetindo a prescrição que está no prontuário. Ou seja, eles não fazem a evolução do paciente. 

Muitas vezes o paciente já agravou e, ainda assim, a prescrição é a mesma. Esses jovens médicos não poderiam ficar sem a presença de um preceptor (professor que acompanha os residentes) para orientá-los.

Essa situação irregular foi levada ao conhecimento da superintendência do complexo hospitalar numa reunião de governança. Como nenhuma providência foi tomada, a CCIH chamou uma reunião com a presença de aproximadamente 40 chefias da área da assistência e expôs o problema. “Todos ficaram estarrecidos com os relatos do Dr. Lourival Marsola [presidente da CCIH]. O Superintendente ouviu tudo e, até agora, nada fez”, relata um médico que participou da reunião. 

Segundo uma chefe de unidade que não quer se identificar, os residentes ficam “soltos” no hospital, sem nenhum acompanhamento da gerência de ensino. “Com isso, eles acabam sobrecarregando o apoio diagnóstico com pedidos excessivos de exames laboratoriais, R-X, tomografias entre outros. Isso eleva em muito os gastos, complicando ainda mais a difícil situação financeira do hospital”, enfatiza a servidora.

A omissão da superintendência e da gerência acadêmica, que não quer se indispor com os médicos preceptores, faz aumenta os custos do hospital, negligencia a formação dos residentes (médicos que estão se especializando) e, o que é pior, leva à morte por falta de um acompanhamento mais rigoroso, compatível com a gravidade de suas condições de saúde. Isso não é normal, como a superintendência da Ebserh no Pará tenta fazer parecer. Como deixa claro a reportagem do Roma News, a taxa de mortalidade no Barros Barreto significa que em um mês, em cada 100 pessoas internadas no hospital, 16 não sobrevivem, número bem acima da média nacional de mortalidade que gira em torno de cinco mortes em cada 100 internações mensais.

A cada ano ingressam cerca de 200 novos residentes no Barros Barreto. Esses estudantes representam um gasto direto de mais de oito milhões por ano, foram os gastos com exames, material de proteção entre outros. "Formar um especialista custa caro. Pena que essa formação não aconteça de maneira adequada em nosso hospital", comenta uma professora do hospital. Os residentes também reclamam, inclusive pelas redes sociais, visto que eles sofrem grandes prejuízos em sua formação.

segunda-feira, julho 01, 2019

Hospital Universitário Barros Barreto: A casa tá caindo, literalmente!



Por Diógenes Brandão

Definitivamente, as coisas começam a ruir no Hospital Universitário Barros Barreto. 

Segundo o relato de um dos poucos médicos que estavam de plantão, na noite deste sábado, 29, uma parte do teto de gesso da unidade que trata pacientes com câncer desabou, quase em cima dos pacientes e funcionários que estavam no local. 

Para o médico que serviu como fonte desta matéria, o diretor-superintendente do hospital continua agindo de forma atabalhoada para tentar se manter no cargo, enquanto pacientes e funcionários continuam sofrendo a incompetência de sua gestão repleta de denúncias, agora começa a sofrer as consequências do sucateamento do hospital, que recebe milhões de reais do governo federal, mas não consegue oferecer a mínima segurança a quem precisa dele.

Além do médico que nos informou o acontecido e pediu anonimato, outra enfermeira que estava no hospital no momento do sinistro, disse ao blog que o hospital sofre as consequências de uma gestão denunciada em diversas suspeitas de desvios e contratações irregulares, mas que mesmo com tudo vindo a tona, inclusive com provas filmadas e exibida em rede nacional, os responsáveis continuam sendo mantidos em seus cargos, perseguindo e demitindo todos que os denunciam ou que atrapalhem seus objetivos.


Há duas semanas atrás, o Conselho Regional de Medicina confirmou o que o médico nos relatou e a matéria do portal G1-Pa noticiouApós vistoria, CRM confirma péssima condição de trabalho no Hospital Barros Barreto

Servidores denunciaram ao Conselho a péssima condição de trabalho e falta de medicamentos para os pacientes. Direção do hospital diz que reforma a UTI pediátrica será retomada no segundo semestre de 2019 e que há a falta de apenas um medicamento na unidade.

O Conselho Regional de Medicina (CRM) do Pará realizou uma vistoria no Hospital Universitário Barros Barreto, no bairro do Guamá, em Belém. A instituição recebeu denúncia de médicos que relataram as péssimas condições de trabalho, além da falta de medicamentos para os pacientes.  O conselheiro do Departamento de Fiscalização do CRM, o médico Jorge Wilson Tuma, que fez parte da equipe que vistoriou o hospital, confirmou as denuncias feitas pelos servidores do hospital Barros Barreto.  "Encontramos enfermarias sendo usadas como se fosse UTI. A pediatria, então, uma coisa aberrante. Pediatria toda fechada para uma reforma que de 1 a 3 anos que já vem se arrastando e não se tem uma solução", disse.

Quanto a falta de medicamentos, o conselheiro alertou que os pacientes que realizam um tratamento com antibióticos não podem ter a administração do medicamento interrompida antes do prazo, caso contrário ele correrá risco de morte.  "O setor de farmácia, pelas informações que tivemos lá no local, há momentos que falta medicação, mas depois repõe, duram poucos dias, falta novamente. Isso só trás prejuízo, principalmente quando se trata de antibiótico terapia. Porque antibiótico você tem que iniciar a terapia e ir até o fim", afirmou.  

O Ministério Público Federal (MPF) entrou no caso e enviou questionamento para a direção do hospital sobre esses problemas todos mostrados pelos médicos e pela TV Liberal. Segundo o MPF, o Barros Barreto tem até a próxima terça-feira (25) para se manifestar oficialmente sobre essas denuncias.

Denúncia 

Uma reportagem da TV Liberal, veiculada na quinta-feira (13), mostrou a real situação das alas do maior hospital universitário do estado, que é referência em infectologia na região norte.  

Vídeos gravados por servidores mostraram o espaço sujo com pisos destruídos e móveis amontoados na ala pediátricas. Os funcionários informaram que a enfermaria e a unidade de terapia intensiva (UTI) fora desativadas há três anos por causa de uma reforma que está parada e que o lugar virou um depósito de camas hospitalares novas, mas sem uso. Eles também denunciaram que até o início do mês de junho cerca de 20 medicamentos estavam com o estoque zerado e que pacientes que precisa realizar terapia com antibióticos não conseguem concluir o tratamento devido a constante falta do remédio.

"O problema que nós estamos tendo é que as vezes nós começamos com um tipo de medicação, um tipo de antibiótico. A pessoa recebe dois dias e depois acaba esse antibiótico. A gente vai para outro antibiótico, ele recebe mais três dias de antibiótico e chega a notícia que não tem a medicação e a gente tem que mudar novamente. Então isso é um prejuízo para o próprio paciente que acaba ficando resistente àquela bactéria. E o risco dele evoluir a óbito, dele não responder ao tratamento", contou uma servidora que não quis se identificar.  

"A situação é precária e nós ficamos muito preocupados porque nós estamos prestando serviço para as pessoas. Nós não estamos conseguindo fazer tudo aquilo que nós deveríamos por falta de condições de trabalho. Para o paciente é muito pior ainda porque ele pode vir a falecer", concluiu. 

quinta-feira, junho 27, 2019

Hospital Barros Barreto:Turista no comando



Por Diógenes Brandão

O Portal da Transparência mostra que, enquanto o Hospital Universitário Barros Barreto agonizava em crise, seu Diretor-superintendente passeava pelo Brasil. Segundo o site, nos últimos anos o Dr. Paulo Amorim viajou 42 vezes “a serviço”, sendo o principal destino São Paulo e, em segundo lugar, Brasília. 

Outros lugares inusitados também foram destino do Superintendente: Aracaju, Araguaína, Boa Vista, Maceió, Rio de Janeiro, São Luís e Teresina. Além das ausências por conta das viagens “a serviço”, outras tantas se deram informalmente. 

“O Dr. Paulo Amorim tem umas viagens a São Paulo, mas que não é viagem de trabalho. Uns dizem que é curso que ele faz pra lá, outros dizem que é tratamento de saúde”, informa um funcionário do hospital.    

A viagem que importaria fazer, Paulo Amorim não fez. 

Ele deveria ter ido à Brasília para apresentar os problemas do Barros Barreto à nova direção da Ebserh, empresa que administra o hospital, mas funcionários dizem que ele tem medo de expor sua inoperância e ser demitido. 

Os gastos dessas viagens com diárias e passagens ultrapassam cem mil reais. 

Fica a dúvida: o que Paulo Amorim foi fazer nas viagens pra fora de Brasília? 

Quais benefícios ele conseguiu para o Barros Barreto com essas viagens? 

Se alguém souber no que resultou para o Barros Barreto essas dezenas de viagens, favor informar ao blog para que possamos dar amplo conhecimento aos pacientes e funcionários que aguardam ansiosos por notícias melhores.

quarta-feira, junho 19, 2019

Hospital construído com um poste dentro continua fechado e sem atender a população



Por Diógenes Brandão

A manhã de hoje foi marcada pelo pronunciamento do deputado estadual Dr. Galileu (PSC), que da tribuna da ALEPA denunciou mais uma vez, a situação precária da saúde pública em Abaetetuba. Segundo o parlamentar, há 07 anos que a população aguarda pela entrega das obras de reforma do hospital de Santa Rosa, assumido pelo governo do Estado, após um impasse judicial com a prefeitura, que chegou a acionar o Estado na justiça, assim como fez o Ministério Público.


Com a presença do Secretário de Saúde do Estado na ALEPA, Dr. Alberto Beltrame, Dr. Galileu denunciou a morosidade e cobrou a celeridade na entrega do hospital para que a população do Baixo Tocantins não continue morrendo ao ter que ser transportada para receber tratamento em Belém.


A obra se arrasta desde 2013 e em novembro de 2018, o novo hospital estaria pronto e seria entregue na primeira quinzena de dezembro, segundo foi informado pelo Governo do Estado, ainda na gestão de Simão Jatene, que deixou o cargo no fim de 2018. A administração divulgou na época que a prefeitura estaria exigindo que o Estado compensasse financeiramente o município pela implantação do novo hospital. O prefeito de Abaetetuba, Chita (MDB), garantiu que a obra não foi finalizada e não tinha estrutura para ser entregue.

Antes de deixar o governo, o governo Simão Jatene anunciou a conclusão da obra, tal como se pode ver no vídeo abaixo, publicado no Youtube, no dia 29 de nov de 2018.

Assista:



No dia 10 de Janeiro deste ano, o governador Helder Barbalho visitou o hospital Santa Rosa e encontrou um poste em uma área e chamando a imprensa, disse: “É lamentável que o governo anterior tenha dito à sociedade que o hospital estava pronto. É absolutamente questionável a qualidade das obras de engenharia, com áreas de infiltração e salas sem a rede de esgoto. Nós faremos uma auditoria e uma análise, já que foram mais de 35 milhões de reais de recursos públicos utilizados aqui”, destacou o governador em Abaetetuba.  



Cinco meses depois da visita do governador Helder Barbalho, a população aguarda pela entrega do Hospital Santa Rosa, que já deveria estar servindo para atender o povo de Abaetetuba, quanto dos demais municípios da região do Baixo Tocantins.

Neste dia, o hospital será uma unidade de saúde de média e alta complexidade, com 97 leitos, sendo 10 de UTI adulto e 10 de UTI neonatal e mais cinco salas para pré-parto, parto e pós-parto. O projeto do Governo Jatene para a unidade hospitalar incluía a reforma e instalação dos equipamentos, bem a responsabilidade da gestão.

sexta-feira, janeiro 04, 2019

Palanque armado: A guerra de narrativas de Jatene e Helder

Simão Jatene reage às acusações de irregularidades nas obras de hospital visitado por Helder Barbalho, que prometeu investigar os contratos e rever o pagamento da OS responsável. 

Por Diógenes Brandão

A polêmica em torno das obras do Hospital Abelardo Santos, acabou revelando a disposição do ex-governador Simão Jatene (PSDB) em enfrentar a artilharia do atual governador Helder Barbalho (MDB) contra seu legado. 

Cientes de que tanto o ex-governador Simão Jatene, quanto o atual governador Helder Barbalho são responsáveis pelo que escrevem em suas redes sociais, estamos aqui para expor na íntegra as duas versões sobre este fato que tomou conta dos noticiários da grande imprensa.

Vamos por onde tudo começou.

Leia abaixo o post do governador sobre a visita que fez a alguns andares do hospital Abelardo Santos, nesta última quinta-feira (03).


Os veículos de comunicação da família do governador amanheceram com um intenso bombardeio ao ex-governador, usando para tal, as imagens e fotos de dois andares do hospital. Tanto as rádios, quanto o jornal, o portal e a TV RBA, foram usados para levantar suspeitas e fazer acusações, em reforço à narrativa apresentada pelo governador Helder Barbalho.

Leia a matéria e assista o vídeo que acusam haver irregularidades nas obras do hospital Abelardo Santos. 

Demostrando disposição a não deixar nada sem resposta, mesmo sem contar com a mesma estrutura comunicacional do seu adversário,  o ex-governador Simão Jatene se defendeu e contra-atacou, revelando que defenderá seu nome e de sua gestão. 

Leia abaixo o post de Simão Jatene: 



Para quem não lembra, ou não soube, o Diário do Pará já cometeu erros jornalísticos gravíssimos em sua missão de fazer política e tentar atacar os adversários dos Barbalhos. 

Aconteceu contra o ex-governador Hélio Gueiros, depois deste romper com o PMDB e com seu cacique, o senador Jader Barbalho, assim como com a ex-governadora Ana Júlia (PT), depois de ser eleita em 2006 com a ajuda do PMDB e logo em seguida (2010), retirada do poder, com uma campanha difamatória e extremamente desgastante, na qual o PMDB ressuscitou Simão Jatene e o abandonou dois anos depois, exatamente como havia feito com a ex-governadora.

Considerando um verdadeiro vexame pelo qual os jornalistas do Diário do Pará passaram, O blog AS FALAS DA PÓLIS registrou quando o Observatório da Imprensa noticiou a barrigada que rendeu ao jornal dos Barbalho o apelido de Diário de Onduras, por este ter usado fotos de bebês mortos em um hospital de Honduras e dizer que as fotos eram da Santa Casa de Misericórdia, em um claro sinal de desespero em tentar macular a gestão de Simão Jatene, quando este perdeu o apoio do PMDB, que passou a fazer-lhe uma oposição implacável, que dura até hoje.  

O erro foi corrigido pelo editorial do Diário, mas manchou a credibilidade do jornal pertencente à família mais poderosa do Estado.

Clique na imagem abaixo e relembre o caso:




sábado, setembro 29, 2018

Márcio Miranda subestimou o déficit de equipamentos de raio-x no Pará

O Truco nos Estados, projeto de checagem de fatos da Agência Pública cujo parceiro no Pará é o Portal Outros400, classificou a declaração como ‘subestimada’.

Via TrucoPará-2018

Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a ausência do equipamento pode atingir até 97% dos municípios paraenses.

“Como médico, não vou permitir que nenhuma cidade fique sem um raio-x […]. Hoje, 30% das cidades não têm [raio-x], ou 20%”, Márcio Miranda (DEM), em sabatina da Rede Cultura de Comunicação, 19 de setembro. 

Em termos absolutos, a declaração do candidato significaria que, dos 144 municípios do estado do Pará, um número entre 29 a 43 não têm o equipamento necessário para a realização de exames de raio-x. Segundo a Secretaria de Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa), o protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS) define sete tipos da máquina de acordo com a intensidade de energia. Comparada a quantidade para cada um dos sete tipos nos municípios do estado, concluímos que os números são todos superiores ao informado pelo parlamentar.

Assim, o Truco nos Estados, projeto de checagem de fatos da Agência Pública cujo parceiro no Pará é o Portal Outros400, classificou a declaração como ‘subestimada’. 

Sete tipos de raio-x são considerados pelo SUS 

Conforme planilhas extraídas do site do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Ministério da Saúde e fornecidas pela Sespa, são sete tipos de raio-x contabilizados pelo SUS: raio-x de até 100 Mega Amper (MA), raio-x de 100 a 500 MA, raio-x de mais de 500 MA, raio-x para densitometria óssea, raio-x para hemodinâmica, raio-x dentário e raio-x com fluoroscopia. 

O quantitativo varia de mês a mês, dependendo da contratualização do serviço envolvendo os entes públicos e a iniciativa privada. Por exemplo, uma clínica particular pode ser contratada pelo SUS para atender pacientes oriundos de Unidades Básicas de Saúde (UBS) quando precisam fazer algum exame ou procedimento que não esteja disponível no serviço público. 

Considerando os equipamentos que são fornecidos pelo SUS, o percentual de municípios sem o equipamento de raio-x varia de 38,19% a 97,22%. O raio-x de 100 a 500 MA, por exemplo, é o mais presente no estado. Esse tipo da máquina está disponível em 100 dos 144 municípios do Pará. Deste total, em cinco municípios o serviço é prestado por clínicas privadas e pago pelo SUS: Canaã dos Carajás, Óbidos, Oriximiná, Paragominas e Vitória do Xingu. 



Por outro lado, o raio-x para hemodinâmica, comumente utilizado para diagnosticar e tratar enfermidades dos sistemas cardiovascular e vascular, só existe em cinco municípios do estado: Ananindeua, Belém, Castanhal, Santarém e Tucuruí. Em Castanhal, no entanto, o serviço é prestado por clínica privada e pago pelo SUS.  

Após checarmos os dados, concluímos que a média do déficit de equipamentos de raio-x nos municípios do estado, considerando todos os sete tipos protocolados pelo SUS, corresponde a 74,40% do estado, um número bem mais elevado do que os citados pelo deputado.  

Procurada para comentar a classificação do Truco nos Estados, a equipe de Márcio Miranda informou que o candidato se referiu ao modelo de raio-x “mais simples”, reforçando que todos os municípios do Estado precisariam ter, ao menos, o tipo mais simples da máquina para a realização de exames, sem esclarecer qual seria este modelo. Considerando que todos os números apurados estão acima daquele citado pelo candidato e que nem todos os equipamentos são disponíveis diretamente pelo SUS, a checagem classificou a frase como ‘Subestimada’.  

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