Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Manoel Pioneiro. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Manoel Pioneiro. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

domingo, fevereiro 12, 2017

Edir Veiga: Pioneiro é o melhor nome de Jatene na disputa com Helder Barbalho em 2018


Por Edir Veiga em seu Bilhetim, sob o título "PSDB: PIONEIRO no centro do jogo para 2018".

Mais certo do que 3 vezes 3 são 9. É de que Helder Barbalho será candidato ao governo do  Pará nas eleições de 2018. E mais. Se nas eleições de 2014 este candidato deu uma forte “canseira” na recandidatura do governador Simão Jatene é de se esperar de que as eleições de 2018, em condições normais de temperatura e pressão seja mais difícil para o PSDB manter o governo do Pará, numa sequência de três eleições consecutivas, na presença de um candidato pemedebista em situações privilegiada para esta disputa vindoura.

Digo que Helder e o PMDB entram em situação privilegiada devido ao contexto atual da disputa no Pará: Jatene encerra seu segundo mandato consecutivo, o PSDB não investiu pesado na construção de um nome de ampla visibilidade popular em todo o estado, e por outro lado, o candidato pemedebista vem tendo ampla aparição pública a partir de sua ação ministerial nos últimos dois anos.

A única possibilidade que poderia criar dificuldade ao candidato pemedebista são fatores imponderáveis, que não podem ser previsto, relacionados à operação Lava jato, caso esta venha a “acertar” em cheio o PMDB, através das denúncias envolvendo o consórcio de empresa que construiu a usina de Belo Monte.

No ninho tucano existem nomes potencias como: o prefeito de Belém Zenaldo, o prefeito de Ananindeua Manoel Pioneiro, fala-se no nome do senador Flexa Ribeiro, no chefe da Casa Civil Megale e no ex-prefeito Adnam de Paragominas. As chances de Zenaldo estão relacionados a diversos  fatores: escapar da cassação eleitoral, terminar as obras do BRT e concluir a drenagem da Estrada Nova. Porém Zenaldo carrega forte rejeição na capital.

As candidaturas de Flexa Ribeiro, Megale  e Adnam só se concretizariam se fosse uma opção pessoal do governador num contexto onde Jatene decidisse por ficar no comando do governo até o final de seu mandato, haja vista, que estes candidatos, especialmente Megale e Adnam carecem de visibilidade popular mais ampla.

Na verdade, se formos sinceros em nossa avaliação os tucanos têm pouquíssimas opções com densidade eleitoral, experiência administrativa e ausência de rejeição no sul, sudeste e oeste do Pará. Creio que se os tucanos fizerem uma avaliação racional e pragmática, todos os caminham aponta em uma única direção: Manoel Pioneiro.

Creio que o prefeito de Ananindeua Manoel Pioneiro deveria aparecer como favorito para conseguir apoio tucano  e dos partidos da base de apoio do governo do PSDB para a disputa de 2018. Pioneiro venceu as eleições de 2016 folgadamente, em primeiro turno em Ananindeua, não tem sua vitória ameaçada de cassação e conta com grande simpatia das lideranças políticas e empresariais no sul, sudeste e oeste paraense.

No caminho de Pioneiro só existe uma pessoa, o governador Simão Jatene. Sem dúvida nenhuma, o melhor candidato tucano seria o prefeito Pioneiro, pelo seu potencial de aglutinar votos na região metropolitana do Pará e em todo o nordeste paraense, num contexto de rejeição perdurante que vem perseguindo a família Barbalho no norte do Pará, vide as eleições de 2014. O Norte e Nordeste do Pará concentra mais de 60% de todo o eleitorado paraense.

Mas Jatene está calado, e este silêncio indica que Pioneiro não seria a primeira opção de Jatene. Mas como o governador também é um analista político astuto, no contexto da evolução da conjuntura estadual no ano de 2017 poderá chegar à conclusão que a única opção com capacidade política e densidade eleitoral que pode ameaçar a vitória do PMDB em 2018 seria o nome do prefeito de Ananindeua Manoel Pioneiro. Em síntese, qualquer opção política do PSDB que passe por um nome desconhecido e sem densidade eleitoral na região metropolitana de Belém despotencializará em muito as chances tucanas nas eleições de 2018 no Pará.

Tenho dito.

terça-feira, julho 10, 2018

A cooptação eleitoral, a disputa pelo governo e pela prefeitura de Ananindeua

Tendo sido apoiado por Simão Jatene e logo em seguida cooptado por Helder Barbalho, Jefferson Lima abandou os tucanos no 2º turno das eleições de 2014 e acabou sendo derrotado pela 2ª vez em 2016, quando disputou as eleições para prefeito de Ananindeua e perdeu as eleições ainda no 1º turno, já com total apoio do PMDB.
Por Diógenes Brandão

Há 37 dias para o início da campanha eleitoral deste ano, os pré-candidatos que disputam a preferência eleitoral para o governo do Estado, senado e as vagas na ALEPA e na Câmara dos Deputados disputam as lideranças políticas pelos municípios paraenses, uns metendo os pés pelas pernas, como diziam os mais velhos.

Com 1/3 dos eleitores paraenses concentrados na região metropolitana de Belém, as principais candidaturas investem pesado na cooptação de lideranças populares e comunitárias, pois nem todos conseguem chegar à todas as regiões e muitos acabam sendo iludidos por cabos eleitorais e lideranças políticas, que ora confessam fidelidade a um, mas depois juram apoio para outros.

Em Ananindeua, por exemplo, sentindo que precisava reforçar seu time, o prefeito Manoel Pioneiro emplacou o vereador Rui Begot (Avante), como presidente da Câmara Municipal do município, o segundo maior colégio eleitoral do Estado. A eleição de Begot foi considerada uma cartada de mestre e um duro golpe, em reação aos planos de Helder Barbalho, que tenta cooptar vereadores da base de Pioneiro, mas pode ser iludido com apoio de vereadores que estão supostamente indecisos.

Begot foi candidato em chapa única e eleito por unanimidade para o biênio 2019/2020. Com isso, a manutenção da hegemonia política do prefeito Manoel Pioneiro em Ananindeua, soma e reflete-se na articulação de mais 15 dos 25 vereadores, que já declaram apoio à pré-candidatura de Márcio Miranda (DEM) ao governo do Estado. Os demais, ainda estão dialogando com o pré-candidato democrata e boa parte deles tende a sair de cima do muro e definirem-se claramente em relação ao pleito de Outubro.

Um destes casos é do atual presidente da Câmara Municipal, o vereador Dr. Daniel Santos (PSDB), que mesmo sendo do partido do atual governador Simão Jatene, vem sendo "cantado" pelo MDB, para que pule do barco tucano em apoio a Helder Barbalho (MDB), pré-candidato ao governo do Estado. Para seduzir Dr. Daniel, Helder teria prometido-lhe apoio para sua campanha de pré-candidato a deputado estadual e para 2020 ser o sucessor de Pioneiro, como futuro prefeito de Ananindeua.

Acontece que ao circular em off no metiê político, a informação não caiu nada bem aos ouvidos do prefeito e do deputado estadual do MDB, Francisco Melo, mais conhecido como Chicão, candidato a prefeito de Ananindeua pelo então PMDB, em 2012. Sentindo-se preterido em 2016 pela candidatura do radialista Jefferson Lima, "Chicão" teria confessado a uma fonte do blog de que está cansado de ser esquecido nas negociações políticas e promessas feitas pelos caciques do seu partido, neste caso, Helder e Jader Barbalho.

Derrotado nas eleições de 2014, quando foi candidato ao senado, depois de receber 741.427 votos com o apoio de Simão Jatene (PSDB) no primeiro turno e ter pulado para a campanha de Helder Barbalho (PMDB) no segundo turno, Jefferson Lima caiu no ostracismo político e ganhou como consolo um programa de tv e de rádio na RBA.  

Mesmo em evidência, dois anos depois Jefferson Lima foi derrotado por Manoel Pioneiro ainda no primeiro turno das eleições para a prefeitura de Ananindeua, em 2016.

A história da política paraense nos mostra que não há espaço para quem não se decide na polarização entre partidos como o PSDB e o MDB. Fazer jogo duplo pode acabar deixando o sujeito sob suspeita e desconfiança eterna pelo dois partidos e cair em desgraça entre os eleitores, que podem até gostar de ver traições, mas não confiam nos traidores.

domingo, outubro 14, 2018

A vingança de Pioneiro contra Jatene evitou a reeleição de Flexa Ribeiro

Flexa Ribeiro (PSDB)  deixa de ser reeleito por falta de votos que migraram para o Coronel Osmar (PDT), candidato apoiado por Manoel Pioneiro (PSDB).

Por Diógenes Brandão

Ao comentar, via Whatsaap, a matéria Mais um tucano cooptado assume a campanha de Helder Barbalho, um servidor público da prefeitura de Ananindeua, enviou ao blog, uma mensagem privada, onde lembra de um fato político e corrobora com o trecho abaixo:

É isso mesmo, amigos e amigas do blog: A candidatura de Márcio Miranda (DEM) é fruto de uma indicação política estudada, calculada e reiterada em reuniões com o governador e diversos setores ligados aos deputados federais e estaduais, que o elegeram pela primeira vez presidente da ALEPA e o reelegeram por mais duas vezes, de forma unânime e durante todo o ano de 2017, foi indicado com veemência pelo grupo formado por quase metade dos deputados estaduais, os quais a maioria dá suporte e sustentação ao governo tucano, mas que não queriam mais que o PSDB estivesse no comando do executivo estadual a partir de 2018. 

Ou seja, Márcio Miranda não foi escolhido por Simão Jatene e nem pelo PSDB, como reza a lenda.   

Prova inconteste disso é que diversos outros tucanos tiveram que recuar em seus propósitos umbilicais, tais como a filha do governador, Izabela Jatene, o senador Flexa Ribeiro, o secretário especial Adnan Demachki, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho e  o diversos outros nomes de peso no PSDB, que passaram a compreender que sem atender esse clamor dos seus aliados, o PSDB não teria um nome competitivo para enfrentar a família Barbalho, seus principais adversários no Pará.  

A história está aí sendo construída e no primeiro turno já mostrou que a estratégia criada no parlamento paraense pode ser consolidada no dia 28 deste mês, após abrirem-se as urnas e o resultado das eleições for anunciado.  

Quem viver, verá!

Pois bem, agora vamos ao que disse, o servidor público de Ananindeua, que por motivos óbvios preza pela anonimato:

"Realmente, Pioneiro age de fato para se vingar de Jatene. Digo isso pois sei que em 2014, após reeleger-se prefeito de Ananindeua, ele foi logo procurado pelo governador, que terminou aquele primeiro turno atrás de Helder Barbalho, que por muito pouco não foi eleito. Naquele momento, Pioneiro foi cortejado, abraçado, homenageado pela família Jatene e dali em diante entendeu que ele é que seria o futuro sucessor de Simão Jatene. Mas acontece que logo que foi reeleito, Jatene passou a novamente a recolher-se em sua reserva aos mais íntimos, onde Pioneiro não participa. Jatene sempre foi assim: Reservado, nunca gostou de receber prefeitos e deputados, pois sempre há pedidos e demandas e ele detesta ser cobrado ou ter que atender pedidos, fora do período eleitoral, quando realmente precisa se submeter a essa prática político-eleitoral. 

Quando foi inaugurar uma obra em Ananindeua, Jatene em seu discurso disse que o governo do Estado do Pará não deveria cair em mãos erradas, as quais estão com seus nomes nas investigações da Lava Jato. Uma DAS de Pioneiro então gritou do meio da platéia que ouvia o governador: "Indique o Pioneiro".

Foi então que Simão Jatene passou a falar das qualidades e vantagens de Márcio Miranda, dizendo que ele moralizou a ALEPA, construindo uma ampla frente de parlamentares que juntos realizaram ações que economizaram recursos, tiraram privilégios e trouxeram uma nova imagem pública da instituição, perante à sociedade. E fez mais, exaltou a competência como gestor, já que Márcio Miranda está em seu terceiro mandato como presidente da ALEPA, nas quais foi reeleito duas vezes de forma unânime, inclusive com os votos dos deputados do MDB e todos os demais partido.

Isso tudo sendo dito, ali, na frente de Manoel Pioneiro, o deixou com a cara "azeda". 

Desde esse dia, nunca mais o prefeito de Ananindeua foi sincero ao tratar de política com Jatene e seu partido, o PSDB. 

Esse ano, ao ter certeza de que não teria forças para disputar na convenção partidária, a indicação de seu nome ao governo e para mostrar o quanto é vingativo, indicou para a disputa ao senado, o seu secretário de obras, que não se elegeu, mais obteve 324.331 votos, os quais se fossem somados aos 1.138,337 votos recebidos por Flexa Ribeiroteriam garantido a reeleição do tucano, que ficaria com 1.462,708 votos e assim seria o senador mais votado nestas eleições, superando Jader Barbalho e Zequinha Marinho.

terça-feira, dezembro 29, 2020

Fogo e destruição no Aurá, um dos bairros mais pobres e abandonados de Ananindeua




Por Diógenes Brandão 

As imagens de um incêndio no bairro do Aurá, circularam na noite desta segunda-feira, 29. As chamas atingiram diversos estacionamentos, entre eles, uma Unidade Básica de Saúde e um Mercado.

Assista o vídeo:

Prestes  assumir a prefeitura, o prefeito eleito Daniel Santos (MDB) fez a seguinte postagem em suas redes sociais: 


Sendo o município entrecortado pela Rodovia Br 316, a população que mora do lado direto de Ananindeua sofreu com a prioridade dada ao lado esquerdo, onde ficam os conjuntos Cidade Nova, o shopping Metrópole e condomínios de luxo, como o Lago Azul, onde moram alguns figurões da política, entre os quais, o atual prefeito, Manoel Pioneiro e o governador do Estado, Helder Barbalho, que teve a casa visitada por duas vezes pela PF, só esse ano.

A soma de 8 anos de Helder Barbalho na prefeitura e os 16 anos (que terminam agora dia 31) de Manoel Pioneiro, à frente da prefeitura de Ananindeua, mostraram para quem eles governaram e quais foram suas prioridades.

O Aurá e tantos outros bairros, conjuntos e ocupações, que ficam do outro lado da BR 316, sofrem uma espécie de apartheid social, pois permanecem excluídos de água tratada, esgoto, asfalto e tudo que os moradores destes condomínios e conjuntos que a classe média e alta habita e usufrui, daquilo que podemos chamar que foi o planejamento urbano excludente e desigual que estes ricos gestores pusseram em prática. E olha que nenhum deles pode reclamar de falta de apoio, pois os dois tiveram isso, tanto dos governos estaduais e federais, mas não canalizaram todos os esforços necessários para priorizar as áreas mais pobres.

Agora, urge a inversão de prioridades, pois é nessas áreas, consideradas como bolsões de pobreza, onde sobrevive abandonada em situação precária e humilhante, boa parte dos eleitores de Ananindeua.

Não é novidade para ninguém que o município estancou na liderança dos piores índices de saneamento do país, justamente no período em que a dobradinha Helder e Pioneiro somaram 24 anos no poder. 

Nesse tempo já daria para o 2° município mais populoso do Pará ter menos miseráveis e oferecer mais qualidade de vida aos seus moradores, para que estes pudessem ser considerados como cidadãos, mas o que vemos são os prefeitos imensamente mais ricos e a maioria da população sem acesso aos seus direitos básicos.  

O prefeito eleito contou e conta com o apoio de Manoel Pioneiro, que continua no PSDB, sendo que Daniel Santos se filiou ao MDB, após ter se aliado à família Barbalho, no segundo turno das eleições de 2018, quando chegou inclusive a ser expulso do seu partido até então, o PSDB.

Mesmo assim, após dois mandatos de vereador em Ananindeua, Daniel Santos foi eleito deputado estadual e foi apontado por Helder Barbalho como presidente da ALEPA cargo que termina agora seu mandato. 

Em 2020, Daniel Santos fez uma campanha baseada em uma estratégia de marketing que falou em amar Ananindeua e seu povo. 

Vamos cobrar esse amor aos mais pobres e áreas mais necessita desse olhar prometido de humanidade do novo gestor.

No entanto, precisamos ser justos ao lembrarmos que até agora não foi apresentado nenhum plano efetivo para que o amor saia do discurso e chegue onde mais precisa. 



segunda-feira, setembro 07, 2015

Prefeito do PSDB é constrangido durante desfile escolar


Manoel Pioneiro, prefeito de Ananindeua passou vergonha por não pagar os direitos dos professores municipais. 

Durante os desfiles das escolas municipais, na Semana da Pátria, promovida pela Prefeitura Municipal de Ananindeua, um homem com uma criança no colo se aproximou do palanque oficial e entregou uma camisa ao Prefeito Manoel Pioneiro (PSDB), que todo alegre, achando que era um eleitor a prestar-lhe uma homenagem, recebeu uma camisa ofertada pelas mãos do garoto, suspenso pelos braços do ilustre desconhecido.

No entanto, para sua surpresa e constrangimento, o "presente" continha a frase: "Prefeito, pague a GNS do (a) meu Professor".

A sigla "GNS", significa "Gratificação de Nível Superior", que o tucano se recusa a pagar aos professores municipais, na segunda maior e mais mais populosa cidade da região metropolitana de Belém do Pará, Estado com o pior desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), de 2014.  

Veja as fotos.









Até entre os seus amigos e assessores, a ‪#‎VengonhaAlheia‬ do prefeito foi inevitável e a tentativa de gritar com o manifestante, piorou ainda mais a situação embaraçosa que um homem comum, com seu gesto de protesto, conseguiu promover de forma criativa e impactante. 

Manoel Pioneiro, assim como o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, elegeram-se em 2014 prometendo mundos e fundos, ao lado do governador Simão Jatene, alegando que por serem todos do mesmo partido, o PSDB, resolveriam os problemas de má renumeração dos servidores municipais e da estrutura física dos prédios públicos, principalmente da educação e da saúde.

Pena que nenhum outro blog tenha dado destaque para o fato tão inusitado, que bombou nas redes sociais e por isso ganhou uma pequena nota no jornal Diário do Pará, já que os outros dois (O Liberal e Amazônia), raramente noticiam algo negativo das gestões do PSDB. 

Segundo uma fonte do blog, que teve contato com um assessor de Pioneiro, este teria admitido logo após o fato, que nem o SINTEPP, Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará, havia lhe causado tamanho estresse e constrangimento, nestes 13 anos que ele está como prefeito de Ananindeua.


quarta-feira, setembro 16, 2020

Jatene perde queda de braço em Ananindeua e PSDB mantém Erick como vice de Daniel

Com a ajuda de Pioneiro e Nilson Pinto, Jatene tem outro revés em Ananindeua e fica cada dia mais isolado dentro de seu próprio partido.

 Por Diógenes Brandão

Como o blog já havia dito, o ninho tucano no Pará, sobretudo na região metropolitana, está em chamas e o incêndio não tem dia e nem hora para acabar. Agora esquentou de vez, podendo causar queimaduras de terceiro grau na fauna.

É que a polêmica sobre a aliança do PSDB com o MDB em Ananindeua chega ao fim com a vitória da dupla Erick Monteiro (PSDB) e Dr. Daniel Santos (MDB), que consagram até hoje a presença de 15 partidos na chapa que mostra-se imbatível no segundo mais populoso município paraense.

REVIRAVOLTA COM AJUDA DE PIONEIRO E NILSON PINTO

O Diretório Nacional do PSDB, que havia pedido a anulação da Convenção Partidária do partido em Ananindeua, a qual aprovou a candidatura de vice-prefeito de Erick Monteiro, na chapa do Dr. Daniel Santos, voltou atrás e desistiu do prosseguimento da ação, conforme mostra a petição no fim da matéria.

A decisão contou com a ajuda do prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro e do presidente estadual do PSDB, o deputado federal Nilson PintoJuntos com Érick Monteiro, Pioneiro e Nilson Pinto estiveram em conversações com  o presidente da Executiva Nacional do PSDB, Bruno Araújo, que havia protocolado nesta última segunda-feira, 14, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA), um documento informando a retirada do partido da coligação liderada pelo deputado Daniel Santos e destituindo o diretório municipal do PSDB em Ananindeua.

RETALIAÇÃO E VINGANÇA

A convenção do PSDB em Ananindeua, ocorreu dia 1º deste mês de setembro e a decisão de anular o evento foi tomada a partir de uma articulação do ex-governador Simão Jatene, em retaliação à dupla Daniel/Erick. 

A questão comprova uma análise que o blog já havia feito em artigo publicado nesta terça-feira, 15:

Para alguns analistas políticos escutados pelo blog AS FALAS DA PÓLIS, a decisão do PSDB em coibir e anular a convenção partidária do partido em Ananindeua- que aprovou a aliança do PSDB com o MDB - é uma retaliação pela aproximação e a ajuda de Erick Monteiro e Dr. Daniel à candidatura e posterior vitória de Helder Barbalho, nas eleições de 2018. 

Já para outros observadores do processo político, trata-se de vingança pela reprovação das contas do último ano de mandato do ex-governador Simão Jatene, o que teria sido a gota d'água que restava para que parte da cúpula tucana no Pará agisse contra a dupla de empresários de Ananindeua, que migraram para o lado da família barbalho, após uma sucessiva quebra de acordos por parte de Jatene, como a promessa feita de que se fosse eleito em 2014, apoiaria Manoel Pioneiro a ser seu sucessor, mas como todos soubemos, Jatene apoiou Márcio Miranda, do DEM.

Com o aceno de Pioneiro e Nilson Pinto favoráveis a aliança do PSDB com o MDB em Ananindeua e o voto da bancada tucana na ALEPA favorável à reprovação das contas de Jatene, os rumos da polarização política entre esses dois partidos vai mostrando um novo contorno. 

Fala-se de expulsão dos deputados infiéis. Mas será que o partido, comandando por Nilson Pinto fará isso? 

O que se vê neste momento é que o tucano mais frágil e abandonado que existe no PSDB paraense é o ex-governador Simão Jatene.




sexta-feira, julho 11, 2014

Veja banca prefeito tucano nos jogos da Copa

Editora da revista Veja mima prefeitos clientes e os brinda com privilégios nos jogos da copa.

No Jornal Diário do Pará.

A empresa Abril Comunicações e a Fundação Victor Civita, integrantes do Grupo Abril, uma das maiores editoras do país, são grandes fornecedores de livros didáticos para o município de Ananindeua na atual gestão. Apenas em dois processos onde a venda de material dispensou a devida licitação, a empresa faturou R$ 500 mil na venda de livros de literatura infanto-juvenil.

O grupo adquiriu ingressos dos jogos da Copa do Mundo para presentear os gestores amigos por todo o país e, no Pará, o prefeito Manoel Pioneiro foi um dos agraciados com o mimo esportivo. O gestor foi flagrado no último dia 17 de junho na Arena Castelão, em Fortaleza, bastante feliz, assistindo ao jogo Brasil x México na fase de grupos da Copa num setor destinado aos vips presenteados com ingressos distribuídos pela Abril. Ao lado do prefeito estava Pablo Roberto Lopes de Andrade, um dos representantes da Abril no Pará.

Não se sabe a quantos jogos Pioneiro assistiu a convite do Grupo Abril, mas uma fonte do DIÁRIO que estava a poucos metros do prefeito de Ananindeua no estádio e que flagrou a alegria de Pioneiro disse que o convite para a Arena Castelão dava direito a traslado, além de comidinhas e bebidas durante a partida. 

A boca-livre do prefeito de Ananindeua ocorreu meses após a Editora Abril ganhar as duas inexigibilidades de R$ 500 mil no município. Essa mesma fonte forneceu uma cópia do ingresso no mesmo setor em que estava o prefeito Pioneiro, provando que a área era exclusiva da Abril.

A primeira inexigibilidade de licitação que beneficiou a Abril Comunicações é a 1028/2013, no valor de R$ 459.781,10. A inexigibilidade e a ratificação da mesma foram publicadas no dia 28/08/2013 no Diário Oficial de Ananindeua, assinadas pela secretária municipal de Educação, Cláudia do Socorro Silva de Melo, com base no artigo 25, inciso I da Lei Federal 8.666/93 (Lei das Licitações), que permite a inexigibilidade de licitação quando houver “inviabilidade de competição, para aquisição de materiais, equipamentos ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo”. Certamente a Editora Abril não é a única em todo o Estado do Pará capaz de fornecer os livros.

Os recursos para a compra são do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para o Ensino Fundamental, destinados ao programa de Valorização, Aperfeiçoamento e Universalização da Educação Pública de Qualidade, dentro do projeto Manutenção da Educação Básica do Fundeb para a compra de livros de literatura infanto-juvenil para o acervo do projeto “Quero Ler”.

LICITAÇÃO

A outra inexigibilidade (processo 1033/2013) foi publicada no Diário Oficial de Ananindeua no mesmo dia 23/08/2013, com mesmo objeto do processo 1028/2013 e utiliza a mesma justificativa para dispensar a licitação. A mudança ocorre no credor, que passa a ser a Fundação Victor Civita – do mesmo Grupo Abril - no valor de R$ 40.194,00.

Outras duas inexigibilidades também foram publicadas no mesmo dia, com a mesma fonte de pagamento, justificativa para a dispensa de licitação e beneficiando o mesmo projeto, mas para credores diferentes: a primeira (processo 1032/2013), no valor de 450.000,00, tem como credora empresa INEVMKT Serviços Ltda.-Inteceleri Solução. A segunda (processo 1027-2013) beneficiou com mais R$ 596.774,50 a empresa Marajoara Comércio de Livros Ltda.

No total, o projeto “Quero ler” em Ananindeua consumiu em compras com inexigibilidade de licitação a generosa soma de R$ 1.546.749,60 apenas para aquisição de livros de literatura infanto-juvenil, sendo um terço desse valor destinado para os cofres da Abril, poderoso grupo editorial que, pelo visto, adora presentear prefeitos com ingressos para a Copa do Mundo. Manoel Pioneiro que o diga.

Vale ressaltar que esta prática é crime previsto na Lei da Improbidade Administrativa, previsto no artigo 9º, ítem 1, que diz que “constitui ato de improbidade administrativa receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público”.

(Diário do Pará)

sexta-feira, novembro 22, 2019

O sensacionalismo político em Ananindeua

Pré-candidatos à sucessão de Manoel Pioneiro, Miro Sanova e Dr Daniel são pautados por fofocas e intrigas de palpiteiros ávidos por confrontos.

Por Diógenes Brandão

A disputa pela sucessão do prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro, tem agitado os bastidores da política deste importante município, o segundo maior e mais populoso do estado.  

Governado há 23 anos pela dobradinha Helder Barbalho (08 anos) e Manoel Pioneiro (15 anos), Ananindeua foi o principal palco político na disputa pelo governo, nas eleições de 2018 e hoje vem vivenciando uma guerrilha entre assessores, blogueiros, alguns partidos e players que apresentam seus nomes para prefeito e vice-prefeito.

Um deles é o deputado estadual Miro Sanova, que já foi vereador e nasceu no município, onde obteve 11.850 votos, dos 52.619 votos que recebeu em todo o estado. 

O outro também é ex- vereador, eleito deputado estadual e presidente da ALEPA, Dr Daniel, que em Ananindeua recebeu 42.801 votos, dos mais de 113 mil ao todo e consagrou-se o mais votado no Pará, nas eleições de 2018. 

Com isso, muitos palpiteiros da política raza, aproveitam-se da disputa natural entre os pré-candidatos, para atiçar os ânimos e provocar fofocas entre os mesmos, que pelo que sabemos, mantêm a amizade, tanto na ALEPA, quanto em Ananindeua, onde até outro dia moravam no mesmo condomínio e sempre visitavam um ao outro. 

Uma das frágeis narrativas do submundo da má política, criada por quem vivem de especulações e mesquinharias no meio político é querer impor a opinião da necessidade que o Dr. Daniel seja o único candidato para as eleições à prefeitura de Ananindeua, rotulando qualquer outro pré-candidato como malfeitor.

"Ora, o Miro tem todo o direito de disputar as eleições com seu amigo e parceiro de parlamento, o qual não se manifesta contrário e até diz que prefere o debate, a ter que ser imposto como candidato único, o que só poderia ser cogitado por neófitos ou cabecinhas ocas", revela a fonte do blog AS FALAS DA PÓLIS.

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Inaugurada pelo prefeito durante aniversário de Ananindeua, UPA do Aurá segue fechada sem nunca ter atendido nenhum paciente

Populares dizem que a UPA só abriu para prefeito fazer fotos e filmagens, mas atendimento ao público nunca houve.

Por Diógenes Brandão

Com a participação de vereadores, como o Gordo do Aurá e assessores, o prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiroinaugurou nesta quarta-feira (3), a UPA do Aurá. 

Para quem presenciou o ato, as portas do estabelecimento de saúde, só abriram para a equipe de comunicação e marketing do prefeito realizar as filmagens e fotografias do corte da faixa de inauguração, por conta do aniversário de Ananindeua, onde entrou no roll de "obras" entregues pelo gestor.

Populares que assistiam de frente de suas casas, disseram ao blog AS FALAS DA PÓLIS, que logo depois da saída do prefeito e de seu grande comitiva de assessores e apoiadores, a UPA teve suas portas trancadas, sob alegação de que passaria por um processo de higienização. No entanto, fontes do blog afirma que por falta de equipamentos para atendimento ao público, que por sinal, não compareceu ao local, a UPA ainda não atendeu nenhum paciente se quer. 

Implantada em uma área considerada como um dos mais antigos bolsões de miséria existente em Ananindeua, a UPA do Aurá é uma ação paliativa, diante da enorme demanda  por tratamento de saúde pela população, que agoniza pela falta de saneamento, água tratada e segurança, nas poucas ruas pavimentadas que lá existem.

Cercado por vereadores, assessores e equipe de comunicação e marketing, Manoel Pioneiro inaugurou UPA que segue fechada, sem garantir o tão necessário atendimento à população.

Mesmo assim, a inauguração foi embalada por uma grande festa, na qual o povo não foi convidado a participar e nem fez questão, ficando o prefeito acompanhado apenas de sua comitiva de vereadores, assessores e servidores de diversas secretarias, que foram levados ao local, em veículos particulares, da prefeitura e ônibus, para dar a sensação de 'volume' e passar a ideia de que era a população do Aurá que festejava a presença de Manoel Pioneiro, prefeito que cumpre o 14º ano, do 4º mandato enquanto prefeito e pela primeira vez realiza alguma obra, sendo que ela ainda não está sendo utilizada pela população local.

quinta-feira, janeiro 03, 2019

Ananindeua completa 75 anos e Manoel Pioneiro 14 anos como prefeito. Nada a comemorar



Por Diógenes Brandão

Completando 75 anos, Ananindeua não tem nada a comemorar. 

Com apenas 0,75% do município contando com a cobertura de esgoto, apenas 20 mil pessoas são atendidas com o mínimo de saneamento. 


O prefeito Manoel Pioneiro (PSDB) culpa a COSANPA e a falta de dinheiro para oferecer qualidade de vida ao povo que o elegeu 4 vezes. Mesmo assim, em entrevista à TV Liberal, o prefeito prometeu quatro novas UPAS - sem nem ao menos saber se Jair Bolsonaro manterá essa política pública - creches e obras para amenizar o triste quadro em que a cidade se encontra: Umas das piores do país para se viver, segundo diversos institutos nacionais.


Depois de 14 anos no poder, o prefeito Manoel Pioneiro sabe que apenas 29% da população tem direito à água tratada, mas mandou montar um palco na Av. Arterial, na Cidade Nova, para oferecer shows e distribuir brindes para o povão, como manda a boa e velha política do pão e circo.

Amanhã saberemos quantas pessoas foram vítimas de assaltos e outros crimes. 

Infelizmente é assim e os anos passam e nada muda. Exemplo disso é que ano passado, este blog fez uma matéria muito mais ampla, mostrando a realidade nua e crua em que a população de Ananindeua passa, nas mãos de uma classe política cada vez mais rica e poderosa. 

De lá pra cá, a única coisa que temos de novo é um terminal rodoviário meia-boca, inaugurado sem estar terminado.

Os vereadores, que deveriam fiscalizar e cobrar do prefeito o bom uso do dinheiro público, disputam todas semanas, as cadeiras em sua luxuosa mesa de jantar, em um condomínio da BR 316, onde traçam planos para manterem-se no poder e e aproveitando do que é servido. 

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Irmão de Pioneiro usa cheque-moradia na compra de votos


Por Luiz Flávio, no Diário do Pará

José Carlos Antunes, irmão do prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro (PSDB), vem realizando distribuição irregular de cheques-moradia em várias comunidades do município de Ipixuna do Pará. Filiado ao PSC - partido do vice-governador, Zequinha Marinho, o irmão de Pioneiro vem cadastrando beneficiários do programa no município desde o ano passado e concedendo o benefício sem o conhecimento do Governo do Estado, portanto, de maneira clandestina e totalmente irregular.

O diretório municipal do PMDB em Ipixuna encaminhou, na manhã da última sexta-feira (29), ao juiz da 49ª Zona Eleitoral, com jurisdição em Ipixuna do Pará, uma representação contra José Carlos Antunes por propaganda eleitoral irregular e antecipada. A representação informa que, desde o segundo semestre do ano passado, o ex-deputado vem realizando atividades de aparente cunho social, mas que na verdade “intencionam divulgar a sua candidatura a prefeito nas próximas eleições”.

Foi o que aconteceu na madrugada do domingo passado (23), numa residência localizada no distrito de Novo Horizonte. Num horário totalmente inusitado, por volta das 3h da manhã, uma multidão se aglomerava em frente à casa onde o próprio José Carlos Antunes fazia a entrega dos cheques-moradia. José Carlos e duas servidoras da Prefeitura de Ananindeua, que se identificavam para os beneficiários como funcionárias do Estado, faziam a entrega.

ESQUEMA

Na segunda-feira (24), a Prefeitura de Ipixuna entrou em contato com o chefe da Casa Civil do Governo do Estado, José Megale, para informar o fato. Megale não apenas disse que o benefício estava suspenso como se mostrou surpreso com o esquema montado pelo irmão de Manoel Pioneiro em Ipixuna, afirmando que iria mandar investigar a denúncia imediatamente, inclusive enviando uma equipe ao município, para apurar o caso. No total, José Carlos Antunes entregou 200 cheques: 100 no distrito de Novo Horizonte, 50 no distrito de Canaã, e outros 50, ainda no dia 23, à tarde, em uma escola na cidade de Ipixuna do Pará. 

Desconfiados das facilidades apresentadas pelo pré-candidato, alguns beneficiários procuraram a Prefeitura de Ipixuna, na última segunda-feira, levando o cheque-moradia. Alguns desses cheques foram anexados juntamente com os depoimentos dos supostos beneficiários.

Os processos e os cheques que chegaram à Prefeitura não possuem assinatura de nenhuma dirigente da Ação Social ou da Companhia de Habitação do Governo do Estado (Cohab), que coordenam o programa - o que reforça o indício de irregularidade. Os beneficiários também não assinaram nenhum documento comprovando que receberam o benefício e tampouco de compromisso que empregariam o valor recebido na construção e reforma de unidades habitacionais, que é a finalidade do programa. O valor de cada cheque é de R$ 14.100, divididos em duas parcelas.

CADASTRO IRREGULAR

A ação protocolada na zona eleitoral contra José Carlos Antunes lembra que o cadastro dos beneficiários ao cheque-moradia é feito diretamente na Cohab ou nas prefeituras municipais que aderirem ao programa, “sendo esses órgãos os responsáveis pela verificação das condições para o deferimento da inscrição no programa”, o que não ocorreu nesse caso.

Segundo informações colhidas junto às pessoas que receberam os cheques no último dia 24, os cadastros foram feitos junto ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ipixuna do Pará, através do presidenteda entidade conhecido por “Mauro”, sem qualquer participação da Cohab.

O mais estranho é que mais de 300 pessoas estão há bastante tempo cadastradas na prefeitura de Ipixuna para as quais o Estado nunca liberou o benefício. E mais: o irmão do prefeito Pioneiro assegurou que nos próximos dias estará entregandomais 300 cheques-moradia no município.

Os eventos de entrega dos cheques foram efusivamente comemorados nas redes sociais por correligionários e assessores de Antunes (veja ao lado), com textos e fotos. Os cheques-moradia distribuídos por Antunes e cópias das postagens nas redes sociais foram anexadas à denúncia à Justiça Eleitoral.

JATENE FEZ USO ELEITOREIRO DO BENEFÍCIO

O uso eleitoreiro do cheque-moradia - que deveria ser um meio de melhorar a vida das pessoas através da construção, ampliação ou melhoria das casas dos beneficiários-, contaminou por completo a última eleição para o governo do Estado. No interior do Estado, além de funcionar como máquina de compra de votos em favor da reeleição do governador Simão Jatene, o programa ludibriou centenas de famílias e frustrou o sonho da tão desejada casa própria.

A estimativa é que o governo do Estado tenha emitido - entre concessões e cadastramento - mais de 30 mil cheques-moradia apenas em outubro de 2014, mês da eleição. Isso expôs o uso escancarado e explícito de um programa social do Estado como instrumento de compra de votos. Essa apropriação do benefício foi um dos maiores casos de crime eleitoral já vistos numa eleição no Pará.


sábado, setembro 30, 2017

Sem convocar aprovados em dois concursos, Pioneiro é proibido pela justiça de contratar temporários em Ananindeua



Por Diógenes Brandão

Os aprovados em dois concursos públicos, de 2012 e 2015, não entendem o motivo de não serem chamados para exercer suas profissões e em seus lugares são chamados servidores temporários, escolhidos de forma suspeita.

Enquanto isso, a prefeitura de Ananindeua contrata pessoas sem terem feito concurso. A justiça interviu após ação de improbidade administrativa. Pioneiro é pré-candidato ao governo do Pará por seu partido, o PSDB.


Leia no Diário OnLine

Manoel Pioneiro será obrigado a chamar os candidatos aprovados em concurso público em Ananindeua. A decisão é da Justiça estadual, que acatou nesta quinta-feira (28) uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o atual prefeito de Ananindeua, em razão da contratação de milhares de servidores em caráter temporário, mesmo na vigência de dois certames.  

A decisão determina que o prefeito Manoel Pioneiro pare de contratar servidores em caráter temporário para os cargos ofertados nos concursos públicos de 2012 e 2015, enquanto não for realizada a nomeação dos candidatos aprovados, inclusive os integrantes do cadastro de reserva. Se o prefeito não cumprir a ordem, será aplicada multa pessoal no valor de R$ 4 mil por contratação irregular.  

O caso  

No ano de 2012 foi realizado o concurso público 2012.001.PMA, que disponibilizou 1.124 vagas distribuídas entre o cargo de técnico municipal e analista municipal e mais 24 especialidades, sendo que foi homologado e prorrogado a sua validade até 2/7/2016 e que ainda restam pendentes nomeações de aprovados.  

No ano de 2015 também foi realizado novo concurso para provimento efetivo e formação do cadastro de reserva para os cargos professor e pedagogo, mesmos cargos preenchidos pela contratação temporária.   

Desse modo, foi proposta pelo Ministério Público ação civil pública em 2016, com sentença de mérito determinando: a nomeação e convocação para posse de todos os candidatos aprovados no concurso público 001.2012 dentro do número de vagas; os candidatos aprovados no cadastro de reserva, nos quais perdura a nomeação de servidores temporários; e candidatos aprovados no cadastro de reserva referente ao concurso público 001.2015.  

Como a prefeitura cumpriu apenas parcialmente a decisão judicial do ano passado, convocando somente os aprovados no certame de 2015, não convocando os do certame de 2012, o Ministério Público ajuizou a ACP por improbidade em 2017 e requereu a tutela antecipada que foi concedida nesta quarta-feira (28).  (DOL)

quarta-feira, novembro 07, 2018

A VITÓRIA DE HELDER E OS RUMOS DO PARÁ

Eleito com 55,43% dos votos válidos, Helder Barbalho terá grandes desafios para atender promessas e aliados. 

Por Edir Veiga, no Bilhetim

Em 28 de outubro de 2018 as urnas anunciaram o retorno do clã Barbalho e do MDB, ao governo do Pará, após 28 anos, materializado na vitória eleitoral de Helder Barbalho. A vitória desta família finaliza a longa quarentena política que o povo do Pará submeteu esta família em relação ao poder político estadual, cuja última vitória governamental foi em 1990.  

O governador Jatene, mesmo gravemente atingido pela propaganda negativa em torno da crise de violência que abala o Pará, e em especial a região metropolitana de Belém transformou a candidatura continuista de Márcio Miranda, que era pouco conhecido da população em um nome  competitivo e criou enormes embaraço à vitória do emedebista.  

Lembremos, Helder Barbalho teve um grande desempenho nas eleições governamentais de 2014, sendo derrotado, em segundo turno pelo governador Jatene por uma diferença de 3 pontos percentuais. No curso do quadriênio seguinte entre 2015 e 2018, o candidato emedebista trabalhou duro, cada ano em busca de seu objetivo de vir a se tornar governador do Pará nas eleições seguinte, de 2018.  

Podemos dizer que os passos de Helder foram bem planejados. Conquistou um espaço na esplanada dos ministérios como auxiliar direto dos presidentes Dilma e Temer, e como ministro direcionou sua atuação política aos municípios paraenses sendo acompanhado diariamente pela militância política midiática dos veículos de comunicação de sua família, a empresa RBA de comunicações.  

Enquanto Helder trilhava um caminho que buscava visibilidade pública como bom executivo, distribuía obras e serviços pelo estado inteiro, o governador Jatene voltou-se para seu governo e não demonstrou, a priori, nenhuma estratégia individual, de grupo ou partidária que visasse construir um nome que tivesse condições de vir a disputar as eleições de 2018 em igualdade de condições, desde o ponto de partida inicial da disputa eleitoral na pré-campanha, iniciada a partir do mês de maio de 2018.  

Já dizia um famoso marqueteiro, alertando para a correlação entre realizações governamentais e propaganda: um governo com obras e sem marketing é derrotado, assim como um governo sem obras e com marketing, também é derrotado, claro, isto no interior de uma sociedade de milhões, como a paraense.  Por outro lado, não foi percebido uma política sistemática e consistente de marketing de governo no curso deste último quadriênio da gestão de Simão Jatene, enquanto isso, a oposição emedebista trabalhou dia e noite buscando construir a imagem de um governo preguiçoso e leniente com a violência.  

No curso do ano de 2017 realizei várias pesquisas avaliando o desempenho do governo Jatene, e o retrato que aparecia nestas sondagens era de um governo muito mal avaliado, esta avaliação negativa chegava aos 70%.  

Em quanto isso, as rádios, a televisão e o jornal impresso da família Barbalho, todo dia consolidava uma narrativa de que nada funcionava no Pará tendo como ponto de apoio a violência endêmica que atingia todo o Pará, o caos no trânsito e na saúde pública.  

Observem, destes três eixos que davam sustentação à narrativa da oposição midiática, de fato, o governo só não oferecia resposta consistente à problemática da violência. Na saúde o governo Jatene tinha excelentes iniciativas, mas a saúde municipal é de responsabilidade do prefeito, assim como a responsabilidade pela mobilidade urbana nas grandes cidades paraenses, mas o governo não se preocupou em construir uma narrativa alternativa que retirasse de seus ombros o conjunto destas responsabilidades.  

O governo tinha resultados objetivos não percebidos pela população na construção e implantação de hospitais por todo estado, na manutenção das rodovias estaduais, na mobilidade urbana da região metropolitana, na infraestrutura de integração através de pontes de concretos, na construção de espaços de cultura e meio ambiente, no pagamento em dia do funcionalismo, aposentados e pensionistas e na saúde orçamentária do estado, o governo Jatene vinha tendo um desempenho de destaque a nível nacional, a ponto de ser apontado como a quinta melhor gestão estadual do Brasil.   

Enquanto isso a população percebia o governo exatamente ao contrário do que era. O governo exitoso de Jatene era percebido pela população como um governo ineficaz, ineficiente e sem iniciativas, um governo da preguiça. Enfim, a propaganda negativa da oposição se materializava na visão distorcida que o eleitorado absorveu sobre o desempenho do governador Jatene. Somando-se a isso a imprensa barbalhista insuflava o eterno insatisfeitos com governos, que são os funcionários público estaduais, e em especial os professores.  

Parece-me que o governo Jatene não monitorava periodicamente como a população percebia o desempenho do governador e dos secretários de estado. Todo político busca a recompensa junto à população pela sua boa atuação à frente de um governo ou de um mandato, mas para a população recompensar o trabalho de um governante, a população tem de perceber o trabalho deste governante como positivo. Numa sociedade de milhões, a população só toma conhecimento do trabalho de um governante ou de um político através de uma política, sistemática, de propaganda e marketing nos diversos meios de comunicação e durante todo o curso do governo.  

Esta percepção de que o governo tinha um péssimo desempenho consolidou-se pela letargia governamental. Parece que o comando político de governo via os gastos com   propaganda e marketing  e pesquisas como algo não prioritário e assim, seus custos foram minimizados.  

Durante estes últimos quatros anos do governo Jatene, não foi percebido um investimento em marketing e comunicação e muito menos em pesquisas que viessem a monitorar a percepção popular em relação ao desempenho do governo, capazes de fazer frente, no dia a dia, à máquina midiática do MDB que travou uma luta política profissionalizada para construir uma narrativa negativa em torno do desempenho do governo Jatene.  

O grande desempenho político do candidato Helder Barbalho no papel de oposicionista na política paraense se materializou na enorme rejeição que as pesquisas demonstravam em torno da percepção popular sobre o desempenho do governo Jatene, desde o ano de 2017. Estes dados começaram a sinalizar aos partidos políticos paraenses e aos seus dirigentes, de que Jatene estava preparando o pijama político, pois, em resposta ao “pique” político do candidato emedebista, Jatene respondia com o silêncio, cultivava poucas relações pessoais com deputados prefeitos e partidos políticos, enquanto isso, o governo caminhava para sua fase final.  

Assim, Helder Barbalho, mesmo na oposição ao governador Jatene, conseguiu atrair a maioria dos grandes  partidos paraenses, e ao mesmo tempo, realizou  acordos informais que vieram a influenciar o lançamento de um candidato petista, que pouco desempenho demonstrou em sua própria campanha, ao mesmo tempo que, em uma manobra hábil impediu o lançamento de outras candidaturas competitivas na região metropolitana de Belém, abortando a emergência de uma terceira via competitiva  no Pará, para a disputa governamental.  

O candidato ideal para Helder enfrentar seria um candidato identificado com o desgastado governador Jatene e esta condição se materializou.  

Enquanto Helder atuava em várias frente políticas, trazia obras e serviços para o estado, construía imagem de realizador na RBA, impulsionava uma boa percepção popular em torno de sua atuação, ampliava suas relações com partidos de todas as matizes políticas e ideológicas, ao mesmo tempo inseria ”cunhas políticas” nas relações entre deputados e prefeitos com o governador, que mostrava-se pouco afeito à articulações políticas eleitorais em seus últimos anos de governo.  

Mas a candidatura Helder precisava de outras iniciativas visando superar a terrível rejeição que o nome de sua família ostentava na região metropolitana de Belém. Estas iniciativas complementares foram em dois sentidos, de um lado costurou a neutralidade e até o apoio dos grandes meios de comunicação de massa, a exemplo do grupo de comunicação ORM, SBT, Record, assim Helder evitou que estes grupos, especialmente o grupo ORM viesse a tomar partido em favor do candidato do governador.  Em outro front, a candidatura Helder buscou neutralizar uma terceira via eleitoral que pudesse ganhar força em todo o estado. Assim Helder atraiu chefes partidários de peso a exemplo de Lúcio Vale do PR, Zequinha Marinha do PSC, Mário Couto do PP, Josué Bengtson do PTB, O PRB. 

Mário Couto, após as convenções partidárias seria descartado pelo MDB.  

Em relação à esquerda, Helder conseguiu com que o PT fizesse uma campanha tímida, este partido teve boa votação para o governo devido ao impulso recebido pela candidatura presidencial petista. Já o PSOL, não foi para o confronto com o candidato, já favorito, Helder Barbalho, este preferiu bater no já agonizante candidato governista. O PSOL não tirou como eixo demarcar com o MDB, este partido fez uma campanha morna, e só apresentou uma tênue demarcação nos últimos dois debates na TV.  

A votação do PSOL na capital representa o potencial oposicionista sempre presente nas capitais, no contexto de um PT apático na campanha na capital. Estas interações costuradas por Helder Barbalho tenham sido elas, formais ou informais, abriram caminho para que o emedebista tivesse uma grande vitória em Belém. Em Ananindeua, a depressão política do prefeito Pioneiro, seu desinteresse pelas disputas estaduais, permitiram que Helder ganhasse a eleição nesta cidade, com uma margem de 15% em relação à candidatura Márcio Miranda.  

Do lado governista especulava-se em torno das opções de Jatene para sucedê-lo. O prefeito tucano de Ananindeua, Manoel Pioneiro esperava reconhecimento por parte do governador Jatene. Pioneiro tinha sido reeleito prefeito em primeiro turno em 2016, assim como teve uma atuação espetacular na virada eleitoral de 2014, no primeiro e segundo turno, quando Jatene venceu Helder.   

O prefeito de Ananindeua tinha oferecido um desempenho eleitoral em Ananindeua gigantesco, e como tal, Manoel Pioneiro esperava o convite de Jatene para sucedê-lo. Nenhum outro candidato tucano apresentava as credenciais que Pioneiro ostentava para a sucessão de 2018 no Pará. Nas pesquisas eleitorais, Pioneiro apresentava um desempenho de saída de 17%.  

Jatene tinha uma engenharia política em mente para a sucessão de 2018. Jatene resistiu em lançar um candidato tucano à sua sucessão. 

Esta decisão custaria caro ao governador na sucessão que se aproximava, pois os tucanos de alta plumagem, em grande parte não se envolveram na sucessão governamental. O governador tucano apostava em um acordo com o vice-governador Zequinha Marinho para materializar sua estratégia eleitoral.  

Jatene apostava em sair candidato para algum cargo proporcional, lançar Zequinha Marinho ao senado e fazer com que o presidente da Assembleia Legislativa Márcio Mirando viesse a terminar o mandato de governador e se lançar a reeleição em 2018. Nestas circunstâncias, um candidato pouco conhecido do eleitorado paraense, Márcio Miranda.  

A aposta do governador Jatene seria de que Miranda em seis meses se tornaria amplamente conhecido, e de posse da máquina de governo nas mãos, sendo um político sem problemas com denúncias de corrupção, poderia a vir a ser um candidato com amplas chances de ganhar as eleições para o governo do estado. Parece que Jatene tinha como estratégia central entregar apenas 4 anos o governo para Miranda e esperava recuperá-lo para seu grupo, quatro anos depois.  

Mas Jatene não combinou com os “russos” a sua estratégia eleitoral. O vice-governador Zequinha Marinho não aceitou abandonar o seu cargo e em aliança com Helder Barbalho lançou-se candidato ao senado federal. A estratégia de Jatene foi por água abaixo. Jatene manteve a decisão de lançar o presidente da ALEPA ao governo do estado, deixando grande parte da bancada tucana insatisfeita, em especial o prefeito peessedebista Manoel Pioneiro, que não mostrou interesse em participar ativamente da campanha em 2018 para o governo do estado.  

Assim, o governador Jatene lançou a candidatura do presidente da ALEPA Márcio Miranda ao governo do estado. Miranda começou, seis meses antes das eleições, na fase da pré-campanha com 2% de intenção de votos. A candidatura apoiada pelo governador Jatene tinha agora uma dupla tarefa, fazer um candidato pouco conhecido, vir a ganhar ampla visibilidade pública no curso da campanha e construir uma campanha capaz de impulsioná-lo à disputa eleitoral, para enfrentar um candidato da oposição que era conhecido por 99% da população paraense.  

Não deu tempo. As regras que organizaram a campanha eleitoral de 2018 só disponibilizou 45 dias de campanha e para as aparições na televisão foram tão somente de 30 dias, sendo que os candidatos ao governo tiveram somente 15 dias para fazer suas aparições no horário eleitoral gratuito, e outras inserções de poucos segundos no decorrer dos 30 dias seguintes.  

Márcio Miranda demonstrou uma ampla capacidade de disputa e terminou o segundo turno com 45% dos votos válidos. Sem dúvida nenhuma, podemos afirmar que se a campanha eleitoral na televisão tivesse durado mais 30 dias, o potencial eleitoral do candidato Márcio Miranda teria sido amplificado, num contexto em que o eleitorado brasileiro e paraense mostrava grande temeridade em votar em candidatos envolvidos com algum grau de denúncias envolvendo corrupção política e eleitoral.  

Podemos notar no decorrer da campanha alguns possíveis erros que podem ter despotencializado a campanha de Márcio Miranda. Notamos nos primeiros oito programas da campanha de televisão que Márcio Miranda buscava se descolar da imagem do governador, devido sua enorme avaliação negativa, especialmente na região metropolitana de Belém e buscava prestar contas de seu mandato à frente da ALEPA para se apresentar como um executivo experiente, ao mesmo tempo que buscava carimbar Helder Barbalho como um candidato ficha suja.  

Quem é analista de política sabe que Jatene fez um bom governo, mesmo no interior da crise de violência que assolou o Pará, o resultado do governo Jatene é positivo. No período eleitoral a violência cedeu em relação aos meses anteriores ao processo eleitoral. Sabemos também, que Miranda era candidato de Jatene e Helder e sua campanha lembravam isso todos os dias. Ora, nós sabemos também que uma campanha centrada em torno da divulgação das boas realizações do governo, melhora a avaliação popular em torno do desempenho do governo e oferece a alavanca necessária para o candidato apoiado por este governador.  

A candidatura Miranda perdeu preciosos dias que poderiam consolidar na percepção popular a ideia de que Jatene fez um bom governo, bastaria comparar com outros 26 estados da federação, onde 17 não vêm pagando a folha de pessoal regularmente. Jatene tinha um cartel de mais de 500 obras terminadas, inclusive algumas de grande visibilidade como os 17 hospitais inaugurados e outros 4 em fase de acabamento, a rodovia do Marajó, o parque do Utinga, o prolongamento da avenida Primeiro de Dezembro, as pontes de concretos sobre os rios, a manutenção da malha rodoviária, e outros.   

Márcio Miranda só poderia ter suas chances eleitorais ampliadas caso a população consolidasse uma avaliação positiva do governo Jatene. Mas a candidatura Márcio Miranda só veio a fazer prestação de contas do mandato Jatene, na última semana de campanha. Assim, Helder Barbalho derrotou o candidato de Simão Jatene e fez o MDB e sua família retomarem o controle político do Pará após 28 anos afastados do comando político do Pará.  

Helder ainda obteve outra vantagem estratégica sobre a candidatura governista de Márcio Miranda, durante os debates na televisão. Ora, todos sabem que Helder foi formalmente denunciado por delatores da JBS  no curso da Operação Lava Jato. Em uma campanha este fato teria efeito devastador.  

Ora, Miranda sabia disso e centrou seus ataques contra Helder taxando-o de ficha suja. Por outro lado, Helder, se aproveitou da denúncia do Promotor estadual sobre questionamentos e denúncias sobre uma possível irregularidade na aposentadoria do candidato Miranda. Helder apresentou Miranda como um fraudador e para somar a estas denúncias, Helder buscou colar a imagem do vereador e denunciado por associação ao tráfico de drogas Gordo do Aurá ao candidato Márcio Miranda.  

Em síntese, Helder conseguiu criar confusão na cabeça do eleitor indeciso e teve sua estratégia vitoriosa. Tivemos no Pará um pouco mais de 10%¨de eleitores que votaram Branco ou Nulo, totalizando quase quinhentos mil votos. E ao final do processo eleitoral podemos dizer que o eleitor indeciso que poderia ser capturado pelo voto ficha lima foi neutralizado e Helder veio a vencer o pleito eleitoral de 2018.  

A coligação emedebista também elegeu as duas vagas ao senado em disputa. Esta vitória da coligação oposicionista era pré-anunciada devido ao racha na base governista. Da base do governador Jatene foram lançados pelo menos três candidatos com bom potencial eleitoral: Flexa Ribeiro, Coronel Osmar e Sidney Rosa. O racha dos votos na base do governo do estado propiciaram a vitória das candidaturas oposicionistas de Jader Barbalho e Zequinha Marinho

Ou seja, a pulverização de candidatos governistas já anunciava que Simão Jatene tinha perdido o poder de coordenação política sobre os partidos de sua base de sustentação.  

Jatene deixa o governo após uma exitosa gestão, mas também deixa o PSDB fraturado. Todos os estudiosos sabem que deputados e prefeitos só conseguem manter viva suas carreiras políticas se forem bem avaliados pela população. No curso de todos os governos pós redemocratização, estes têm conseguido a base parlamentar necessária para governar.   

Os deputados buscam fazer parceria com o governo de plantão para levar obras e serviços para suas bases eleitorais. Este fato prenuncia de que o novo governador terá especial satisfação de cooptar a base peessedebista no Pará, em especial os deputados e prefeitos. O PSDB deve sair a partir destas eleições como um partido bastante desidratado politicamente.   

Creio que Helder poderá ter, se assim o quiser, obter o apoio de até 40 deputados na sua base de sustentação parlamentar, além de 90% dos prefeitos municipais. Não sei se convém ao governador eleito construir tamanha base, pois o governo teria grande parte de seu orçamento consumido nesta missão, aumentando em muito os custos da governabilidade.  

Quanto às perspectivas do futuro governo Helder dependerá em muito das escolhas que serão feitas no início do governo. Os orçamentos de governos estão cada vez mais escassos. O Brasil já apresenta vários anos de estagnação econômica com baixíssimo crescimento do PIB. A lei Kandir lesa as finanças estaduais. 

Nosso estado se baseia no setor de serviços e no consumo que advém do funcionalismo público e dos aposentados e pensionistas, além dos consumidores de baixo padrão advindo dos titulares dos programas sociais do governo federal. Os grandes empreendimentos econômicos do estado estão sob controle do governo federal.  

Helder assumiu muitos compromissos com gastos fixos, a exemplo do pagamento do piso nacional dos professores estaduais, o salário dos delegados em paridade com os rendimentos dos promotores, com gastos voltados para a proteção social. É desta equação é que saberemos o poder de investimento, a partir de recursos próprios do futuro governador do Pará.  

Por outro lado, o MDB, pela primeira vez enfrenta grande incerteza quanto ao relacionamento com o futuro presidente da república, Jair Bolsonaro

O MDB sempre sobreviveu como um partido congressual e da esplanada dos ministérios. 

O MDB saiu das eleições de 2018 com o pior desempenho eleitoral de sua história recente, e toda a sua capacidade de barganha com o novo governo dependerá da participação ou não do MDB no comando da câmara dos deputados ou no senado federal.  

Estas incertezas recomendam ao novo governador muito critério na hora de assumir gastos fixos, como em relação à folha de pagamento. Ou Helder faz um governo de austeridade, cortando desperdícios na máquina administrativa, planeja antecipadamente os custos fixos da máquina de governo ou poderá no curto espaço de tempo, ver a capacidade de investimento mínimo do estado chegar a níveis paralisantes.  

Helder estará frente a um grande dilema. 

Como cumprir com a enorme de agenda de promessas que assumiu nos palanques eleitorais no contexto da grave crise econômica que o Brasil passa? 

Como atender a enorme demanda que será apresentada pelos partidos aliados, atinentes a cargos, funções, obras, serviços e empregos temporários para seus apoiadores? 

Usando uma figura de linguagem, eu diria que o Helder tem 100 ingressos para um espetáculo, mas prometeu entrada para 10 mil pessoas.  

É ver para crer.

Vice de Daniel pode desagradar Éder Mauro e beneficiar Joaquim Passarinho?

Renata Rocha da Silva Oliveira é vice-prefeita de  Redenção e estaria sendo cotada a ser vice-governadora na chapa de Daniel Santos ao gover...