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domingo, outubro 30, 2011

Corvos e urubus

No Blog do Emir Sader


 
Repararam que tem gente, que se diz de esquerda, mas que só aparece para criticar a gente de esquerda? Nunca contra a direita, o que quer que esta faça. São especialistas em jogar álcool em qualquer foguinho dentro da esquerda.

Nunca reconhecem vitórias, conquistas, avanços. São apenas prenúncios de derrotas, traições, retornos da direita – cuja culpa será sempre denunciada como responsabilidade da esquerda. Adoram as derrotas, quanto maior, melhor, porque a culpa é dos outros, não importa que o povo seja quem pague o preço.

São ótimos para fazer balanços de derrotas, mas nunca sabem propor alternativas e nunca conseguem dirigir processo algum. São sempre críticos. Espécies de urubus, especialistas em carniças. Corvos, que auguram sempre catástrofes.

Não dá para ter respeito por alguém que se diz de esquerda, mas não está em todas as paradas da luta contra a direita. Aí ficam quietos, espreitando para atacar a esquerda, seja porque não é suficientemente radical, seja porque não derrotou de forma radical e definitiva a direita. Eles mesmos, não são capazes de afetar o poder da direita, nem estão centralmente preocupados com isso, lhes importa sobretudo as “traições” da esquerda.

Numa circunstância grave como a da Bolívia atualmente, por exemplo, colocam para fora o rancor com Evo Morales e sua liderança, como antes tiveram essa atitude contra Lula no Brasil. Todos “traíram”, incluídos Hugo Chaves, Rafael Correa, Pepe Mujica, os Kirchner, Fernando Lugo, Mauricio Funes, só eles são puros. Só que o povo não acha isso, de forma que essa gente nunca consegue formar movimentos populares com forte participação do povo, não dirigem nenhum processo, não conseguem citar um caso em que suas ideias levaram a vitórias e a avanços.

Não elogiam a reforma agrária, a nacionalização das minas, a Assembleia Constituinte postas em prática por Evo. Não apoiam as medidas de política externa soberana do Brasil, no reconhecimento da Palestina, na mediação do Irã, no apoio a Cuba. Só denúncias, porque seu universo não é a luta geral do povo, mas o universo restrito da esquerda. Não fazem luta de massas, só luta ideológica. Não constroem força política para que a esquerda avance, sempre tratam de dividir.

Os conflitos na esquerda, no campo popular, têm que ser discutidos e tratados como conflitos entre tendências de esquerda, mais moderadas ou mais radicais, sem desqualificações que caracterizem os outros como fora do campo da esquerda. Esta atitude é o primeiro passo que leva a assimilar outras tendências da esquerda à direita e assumir equidistância em relação a elas.

Numa situação de crise como a da Bolívia atualmente, tudo o que podemos desejar é que se chegue a um acordo político entre o governo e setores do movimento indígena que estão em enfrentamento aberto. Nem o governo é de direita, nem os movimentos indígenas fazem o jogo da direita. É nesse marco que devemos almejar que sejam enfrentados os conflitos.

Como no Brasil, deve-se criticar o governo e o PT no que se diverge, e apoiar nos pontos comuns. Fazer frente única no que há de comum, a começar na luta contra a direita. E criticar naquilo em que há divergências. Considerando que são diferenças no campo da esquerda e não é possível equidistância entre o governo e a oposição, o PT e a direita.

Emir Sader, sociólogo e cientista, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela USP – Universidade de São Paulo.


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Nota do Blog.

Eis o que disse um ventríloco do PSOL-Belém, no twitter, sobre o resultado do Encontro Municipal do partido:


terça-feira, outubro 25, 2011

OAB-PA começa a perder quadros devido a intervenção federal



Zé Carlos é presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB-PA até hoje. Está deixando o cargo por não aceitar o ato autoritário e parcialmente manobrado pelos inimigos da democracia que fizeram de tudo para impor uma derrota à luta contra a corrupção no Estado do Pará.


Leia o email enviado pelo nobre advogado.



É como muita tristeza que informo o meu desligamento da Comissão de Meio Ambiente da OAB-Pará, ato que farei hoje pela manhã em expediente endereçado ao interventor de plantão. Minha decisão está no fato de discordar frontalmente da medida adotada em sessão "secreta" pelo Conselho Federal que não respeitou o direto de defesa, do contraditório e do devido processo legal, baseando-se não em provas, mas exclusivamente em versões mentirosas, divulgadas no Jornal Diário do Pará do Senhor Jader Barbalho, ferido de morte pelos atos moralizadores do combate a corrupção e pela Lei da Ficha Limpa, levado adiante pela diretoria violentamente deposta.

É a primeira vez que um ato violento assim ocorre na nossa Instituição, mas também foi a primeira vez que um grupo de oposição comprometido com os advogados e com a sociedade havia chegado ao poder dentro da Ordem. Também foi a primeira vez que uma diretoria teve coragem de ir as ruas em combate a corrupção. Também foi a primeira vez que desagradamos os poderosos no Pará. Foi a primeira vez que a OAB falou e fez como no casso do TQQ, antes os nossos protestos não passavam de entrevistas sem qualquer consequência, sem ações ajuizadas, sem denúncia ao CNJ, sem nada. Também foi a primeira vez que uma diretoria corajosamente cortou de seus diretores o cartão corporativo de milhões, telefones celulares de dez mil mensais, carros, compras e outras farras sustentadas pelo dinheiro da nossa anuidade. Tudo tem uma primeira vez e também foi a primeira vez que os advogados paraenses mais simples, sem nome familiar a carregá-lo, apenas com os livros e trabalho, tiveram vez na Ordem.

Agradeço a colaboração de todos e parabenizo a nossa Comissão de Meio Ambiente por tão relevantes trabalhos, que neste curto espaço de tempo democrático, prestaram aos advogados paraenses, a sociedade atual e as futuras gerações, merecedoras de receber um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Agradeço aos parceiros de outras instituições como MPE, MPF, CREA, UFPa, CNBB. Agradeço as parceiras da sociedade civil organizada como a REVOLEA, FÓRUM DAS ILHAS, POEMA, BOLSA AMAZÔNIA, REDE DE CATADORES, ONG NO OLHAR, ASSOCIAÇÂO DE MORADORES DE BARCARENA, DEMA, PV e tantas outras que confiaram no trabalho da Comissão e da OAB-Pará. Aos parlamentares Arnaldo Jordy, Cláudio Puty, Edmilson Rodrigues, Carlos Bordalo, Edilson Moura, Gabriel Guerreiro, Marquinho, Adalberto Aguiar, Otávio Pinheiro, Carlos Augusto, Abel Loureiro, Fernando Dourado, José Scaff. que diretamente contribuíram com os trabalhos da Comissão de Meio Ambiente.

Assim que a democracia for restabelecido voltarei a colaborar.

José Carlos Lima é advogado, blogueiro e presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB-PA.

Quem fornece a comida do PSM da 14?

Local Vocal - 90's Dance acapella medley mix

Pra quem curtiu as discotecas dos anos 90 o vídeo de um grupo chamado Danish acapella.

As músicas que compõem o vídeo prá lá de criativo, são as seguintes:

Rythm of the Night – Corona (1993)
What is Love – Haddaway (1992)
All That She Wants – Ace of Base (1992)
Scatman (Ski-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop) – Scatman John (1994)
Dub-I-Dub – Me & My (1995)  
Dub-I-Dub – Axel Boys Quartet (1997)
I Like to Move It – Reel 2 real (1994)
Be My Lover – La Bouche (1995)
No limit – 2 Unlimited – (1992)
Sing Hallelujah – Dr. Alban (1993)

Lute, mas cuidado!



"Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti."

Friedrich Nietzsche

Você já tem twitter? 

Eu também tenho. 

Que tal clicar e me seguir?

@JimmyNight

As Falas de Jarbas Vasconcelos



Um dia depois da decisão do Conselho Federal da OAB aprovar intervenção na OAB-PA e afastar por 06 meses o presidente da OAB-PA, Sr. Jarbas Vasconcelos e parte de sua diretoria, o advogado lançou uma carta aberta à sociedade, na qual clama por justiça, diz que lutará contra a “iniquidade dos que semeiam mentiras, calúnias e infâmias” e que “confia na força da Justiça e no valor de suas Instituições democráticas, sob o manto do devido processo legal".

Leia a carta na íntegra.

Aos advogados, à sociedade,

"O CONSELHO FEDERAL DA OAB, maculando sua história, decretou inédita e vergonhosa intervenção punitiva na SECCIONAL DO PARÁ. Contra a Lei e o Direito prevaleceu o apetite político daqueles que me fazem oposição, para manter regalias e privilégios, e sem nenhum senso de freio moral.

NADA HÁ PARA CORRIGIR, SANEAR OU PREVENIR NA SECCIONAL DO PARÁ!

Pelo contrário: temos muito para celebrar.

Nem pode ser crível que os interventores da direção federal recebam como missão invalidar os atos de moralidade administrativa que implementei, em defesa do patrimônio da Seccional, que recebi falido. Sempre tive consciência dos riscos que corria. Afinal de contas, tirei dos meus adversários CARTÕES CORPORATIVOS, CARROS, FRANQUIAS TELEFÔNICAS E O USO INDEVIDO DE DINHEIRO DA SECCIONAL.

Quando assumi a ordem tive que dar conta de uma dívida de quase dois milhões de reais.
Tenho vida pessoal, familiar e profissional irrepreensíveis. Nada me envergonha, tudo me honra. Venci com livros e trabalho. Custa-me demandar contra a Instituição que orgulhosamente integro.

Contudo, diante da gravidade da hora e da covardia dos meus adversários, não devo abdicar dessa alternativa.

Confio na força da Justiça e no valor de suas Instituições democráticas, sob o manto do devido processo legal.

Creio piamente na VITÓRIA DO BEM sobre a iniquidade dos que semeiam mentiras, calúnias e infâmias.

Defenderei meu mandato e minha dignidade pessoal tão violentamente atingidos. O fisiologismo que tanto condenamos nos poderes da República não pode triunfar na OAB!

Até breve, muito breve, com as bênçãos do nosso Deus."

JARBAS VASCONCELOS, Advogado.

segunda-feira, outubro 24, 2011

O jornalismo mal caráter em crise psicótica



 "Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir."
                                                                                                                  Winston Churchill.

Um dos jornalistas que são bancados pelos tucanos paraenses para a prática do mal jornalismo, chama-se Ronaldo Brasiliense. Ele é quem mantém, de forma pra lá de suspeita, o panfleto denominado "O Paraense", que hoje serve quase que exclusivamente para "babar o ovo" do governador Simão Jatene, bater nos partidos e governos de esquerda e elogiar caluniadores e outros bandidos de paletó e gravata.

Quem o conhece sabe que aquele que um dia já recebeu o prêmio Esso de Jornalismo, declinou a tal ponto que perdeu sua identidade e respeito no meio acadêmico, político e profissional e acabou manchando sua história ao se submeter aos ditames dos tucanos que lhe sustentam até hoje.  

Seu estilo jornalístico é bipolar, piegas e zombeteiro. Mantém o tom agressivo ao destilar termos chulos quando se refere aos adversários do PSDB e exalta os tucanos como se fossem Deuses Gregos sendo citados pelos poetas que elogiavam as orgias durante o império Romano.

Nos primeiros 12 anos do governo de Simão Jatene, o dito jornal "O Paraense" era só elogios ao governo estadual. Depois, com a derrota dos tucanos, o jornal passou 04 anos desgastando o governo Ana Júlia e seus aliados. Chegou a prever que a ex-governadora ficaria inelegível por quatro anos, mas essa semana a justiça paraense o fez entrar em depressão depois que soube que o TRE-PA havia indeferido umas das denúncias infundadas, produzidas durante a campanha eleitoral de 2010.

Agora, com a "ajuda" dos seus patrões, entre eles Orly Bezerra, o publicitário e orientador mor de Simão Jatene, que o banca para manter o panfleto tucano que com o início de seu 2º mandato voltou à rotina calhorda do calor da babação de ovo do governo e atacar sistematicamente todos os que ousarem fazerem-lhe oposição.

Pela perda de identidade e com o uso de recursos escusos e falta de ética profissional, inclusive com colegas jornalistas, Ronaldo Brasiliense que já está sendo muito citado nessa postagem, sabendo que já não goza de credibilidade perante a sociedade por ter se vendido para os que lhe impuseram, através do dinheiro, a submissão aos seus interesses, há tempos não fala com voz própria. 

Morreu o homem, nasceu um cão sarnento, como diria a jornalista Ana Célia Pinheiro, que carinhosamente lhe colocou o apelido de Totó do Orly por seus serviços sarnentos prestados como capacho a seguir sem escrúpulos propagando o que é favorável aos seus mandantes e ofendendo seus adversários.

No twitter, Brasiliense pousa de ético, crítico aos maus políticos, critica juízes e seus privilégios, mas sempre de forma evasiva, sem citar nomes: Sabe que não tem moral para tanto e covardemente, nunca cita nomes de magistrados e corruptos aliados. 

Outro dia, depois de um surto, esqueceu-se de sua senha e criou outro perfil que imediatamente serviu como palco de mais um delírio esquizofrênico: Se disse vítima de um ataque de Hackers, como se fosse uma instituição ou pessoa de grande valor e importância social. Acusou algozes e logo depois que se lembrou da senha não tocou mais no assunto. Hoje com duas contas no twitter, pensa em usá-los paralelamente, demonstrando mais uma vez seu avançado estado clínico.

Para os estudantes de jornalismo, eis aí um bom exemplo do jornalismo canalha, indigente e sem o mínimo de ética que não deve ser seguido.

Conselho Federal aprova intervenção na OAB/PA


Foto Heraldo Peres
Os veículos de comunicação de Jader Barbalho marcaram em cima, estavam ansiosos, pareciam saber antecipadamente do resultado e não demoraram em dar a notícia, e mesmo os mais crédulos, duvidavam da permanência de Jarbas Vasconcelos à frente da presidência da OAB-PA, depois do bombardeio promovido pelo sistema de comunicação do poderoso coronel paraense.

Seus jornalistas, invariavelmente fizeram uma campanha diária, sangraram lentamente a imagem do homem que ousou conduzir a histórica e combativa entidade para o enfrentamento dos sério problemas de corrupção, tráfico de influência e nepotismo que atingem o poder executivo, legislativo e judiciário no Pará.

A sentença do Conselho Nacional da Ordem não é isenta de influências políticas, claro que não! Mas Jarbas perdeu tempo em defender-se, subestimou o poder de fogo dos inimigos que já tinha antes da campanha que venceu para presidência da OAB-PA e os demais que arrumou no caminho. Criou uma defesa técnica, extramente voltada para sua defesa no interior da entidade. Deixou de dialogar com a sociedade, recuou na ofensiva que estava fazendo contra os corruptos e acabou se fechando num otimismo demasiado por achar que os indícios levantados por seus algozes, seriam insuficientes para tirar-lhe do poder. Foi pra uma guerra de mísseis, com uma baladeira.

Deu no que deu e agora ficará 06 meses afastado do cargo de presidente da seccional da OAB-Pará, mas nada confirma a hipótese ventilada de perda da carteirinha e das prerrogativas de advogado, no entanto, o desgaste é sem dúvida amargo e abrirá fendas na história da entidade que nunca foi de fato às ruas lutar por ética e nem tão pouco havia tido intervenção parecida.

Fique com a matéria publicada neste domingo em o Diário do Pará.


Pela primeira vez na história da Ordem dos Advogados do Brasil o Conselho Federal aprova uma intervenção em uma de suas seccionais. Por 22 votos a 4 a OAB nacional decidiu intervir no Pará, ficando todos os dirigentes envolvidos no processo afastados por seis meses das atividades administrativas da OAB/PA.
A intervenção será por seis meses, até que a 2ª Câmara da Ordem decida o futuro dos envolvidos.

Após mais de 9 horas de um julgamento tenso, os 81 conselheiros decidiram também abrir processo disciplinar contra os acusados. Caso sejam provadas as denúncias contra os envolvidos, eles podem ser punidos com a perda da carteira da Ordem e ficarão impedidos de advogar.
O processo em julgamento fez parte de uma série de matérias feitas pelo jornalista Carlos Mendes, do Diário do Pará e culminou com o episódio da venda de um terreno da subseção de Altamira, suspeita de irregularidades que culminaram na falsificação da assinatura do vice-presidente da OAB/PA.
Foram julgados como envolvidos no processo , além do presidente Jarbas Vasconcelos, o secretário-geral, Alberto Campos Júnior e os diretores licenciados Evaldo Pinto, Jorge Medeiros e Albano Martins.
Foi um dos mais longos julgamentos da história da Ordem. A reunião foi aberta as 14h30min de domingo, 23 e acabou por volta de 0h 30 de hoje (segunda-feira, 24).
(Luiza Mello/ Diário do Pará)

quinta-feira, outubro 20, 2011

Jatene e a perereca de 1 milhão de reais




Sei que tenho sido, andado ou talvez me permitido ser relapso com este blog. A correria para manter as contas atrasadas (rsrs) e todo o esforço que faço para tuitar e facebuquiar, me tiraram a dedicação outrora dedicada ao blog, mas pior do que eu, existe a Perereca da Vizinha, o blog pitbull, que nem de longe quero comparar com este pequinês, pobre em elementos do jornalismo investigativo, cada vez mais raros no Pará, portanto, um semi-analfabeto funcional, comparado ao PHD da Perereca, Franssinete, Luis Cavalcante, Belém Debates e tantos outros blogues que nos brindam com sua ousadia, ineditismo e ativismo cidadão.

Estou tentando me justificar mas o que me fez ficar acordado até agora (olho pro relógio que tem a foto de minha filha ao fundo e vejo o ponteiro maior no 45 e o menor no 05, ou seja, já são 05:45 da manhã e eu aqui me pondo à digitar) foi a fantástica volta de nossa guerreira da blogosfera paraense, que Urubuzísticamente falando preconizou que logo após o círio retomaria as postagens em seu blog, depois de uma pausa que esta se deu para cuidar de sua paz de espírito, suas árvores e cães, por cerca de 04 meses.

Mas eis que a Perereca voltou e chegou logo chutando o balde e jogando a batata quente que queima as mãos do governador Simão Jatene pra cima do Ministério Público Estadual que bem que poderia ajudar a pobre jornalista a revelar o mistério que ilustra e indaga em sua postagem à cerca da magia que fez a família Jatene conseguir comprar um (ou mais) apartamentos em um edifício de luxo, em plena Doca de Souza Franco, avaliados cada um  em mais de um milhão de reais. 

Se ajudarmos essa corrente indagatória ir em frente, pode até ser que alguém, uma alma deixe de falar futricas e comece à investigar o rastro de tanto dinheiro usado para a compra do Apzão, que graças ao estalo de uma viga do edíficil Wing, abriu uma fenda que poderá fazer ruir o castelo da família de Jatene, até onde sabemos, uma família proba e que nunca foi acusada de desviar recursos públicos, salvo quando a CERPA deixou de arrecadar impostos, isenta por Almir Gabriel, para bombar a campanha que elegeu Jatene governador do Pará pela primeira vez em 2002, mas isso é outra conversa.

Fiquem com a Perereca que vale mais de 1 milhão de reais e que com toda certeza não se calará tão fácil. E olha que ela ajudou a eleger o Jatene, trabalhando na comunicação de sua campanha à convite de Orly, publicitário e proprietário ideológico do jornalista que edita um panfleto denominado "Jornal O Paraense". 

O fator Izabela e o abalo estrutural do Governo do Pará.


Sempre que se mete a dar declarações à imprensa, Izabela Jatene coloca o pai, o governador Simão Jatene, numa saia justa.

Primeiro foram as declarações durante o escândalo da menina que teria sido estuprada na Penitenciária Heleno Fragoso.

Izabela pôs-se a falar na qualidade de coordenadora do Propaz, um programa mantido pelo Governo do Estado.

Logo, surgiram suspeitas de nepotismo, talvez, cruzado, já que Izabela não estaria sendo remunerada pelo Governo do Estado, mas, participaria do programa através da UFPa.

Agora, Izabela volta à berlinda com o abalo na estrutura do Wing, um luxuoso edifício às proximidades da Doca de Souza Franco, o metro quadrado mais caro de Belém.

As declarações de Izabela ao jornal O Liberal desta segunda-feira, induzem a crer que a filha de Jatene é  proprietária de um apartamento naquele edifício – um ap, até o abalo estrutural, com valor de mercado superior a R$ 1 milhão.

Aliás, na mesma reportagem, há o depoimento de um morador do Wing que conta ter adquirido seu imóvel por R$ 850 mil e tentava revendê-lo, até a semana passada, por R$ 1,3 milhão.

E mesmo com a maior boa vontade do mundo, é impossível não ficar a se perguntar o seguinte: como é possível que Izabela, uma menina nova, na faixa dos 30 e poucos anos, possua um apartamento com valor de mercado superior a R$ 1 milhão?

Ora, Izabela é funcionária pública, professora da UFPa. O marido ou ex-marido dela (também um garotão) é (ou foi) funcionário público, no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
Além disso, os pais dela, Simão Jatene e Heliana, também sempre foram funcionários públicos. 

Então, de onde veio o dinheiro para a compra de um apartamento avaliado em mais de R$ 1 milhão




Fundação Sarney: Na cara dura

No Blog do Josias.


Lula Marques/FolhaA Assembléia Legislativa do Maranhão aprovou nesta quarta (19) a estatização da Fundação Sarney.


Fundada por José Sarney, presidente do Senado, a fundação virou entidade de “natureza jurídica pública.”

Rebatizada de Fundação da Memória Republicana, a entidade sera vinculada à Secretaria de Educação do governo do Maranhão.

As despesas de custeio passam a ser bancadas pelo orçamento estadual. Os funcionários da fundação foram convertidos em servidores públicos.

Sarney continua sendo o “patrono” da entidade. Nessa condição, indicará dois dos 11 membros do conselho curador da fundação.

Em caso de morte de Sarney, a prerrogativa de indicar os dois conselheiros cativos passa aos herdeiros do senador.

Proposta pela governadora Roseana Sarney, filha do “patrono”, a lei que estatiza a Fundação Sarney foi aprovada na velocidade de um raio.

A proposta foi publicada no ‘Diário da Assembléia’ há três dias, na segunda-feira (17). Na terça, já estava na pauta de votação do plenário.

Aprovou-se um pedido de tramitação em regime de urgência. Deveria ter sido aprovada no mesmo dia, sem discussões.

Um pedido de vista da oposição mandou o projeto à comissão de Constituição e Justiça. Não por muito tempo.

Nesta quarta, menos de 24 horas depois do imprevisto, a comissão aprovou o projeto, devolvendo-o instantaneamente à ordem do dia do plenário.

A coisa passou com escassos oito votos contrários. Votaram a favor 34 deputados.
Não há informações sobre o custo da estatização. Os "legisladores" não sabem nem mesmo quantos são os funcionários da fundação.

Líder da minguada bancada de oposição ao governo de Roseana Sarney, o deputado estadual Marcelo Tavares (PSB) despejou sobre o microfone um protesto:

“É um projeto vergonhoso, que visa a perpetuação de privilégios com o dinheiro public…”
“…Representa o culto à imagem e à personalidade de um político vivo, que disputa eleições e que é chefe da oligarquia mais longeva do Brasil.”

Sarney, decerto, pensa de outro modo. Deve considerar que a estatização de sua fundação é mais uma “homenagem à democracia.”

segunda-feira, outubro 17, 2011

A cobiça, os interesses e a defesa

Por José Dirceu, em seu blog.
 
Até a Veja admite que CBF e FIFA tramam contra o Ministro.
 
 
"Uma pessoa que já foi presa e é alvo de um inquérito policial vira a fonte da verdade. Coloco-me à disposição para ir ao Congresso dar explicações. Um bandido me acusa e eu tenho que me explicar". Esta foi a primeira reação do ministro dos Esportes, Orlando Silva, ao responder à matéria principal da revista Veja desta semana, na qual ele é acusado de receber dinheiro de ONGs.

O ministro emitiu nota desmentindo ponto a ponto da matéria e adiantou que já forneceu explicações ao governo. O principal denunciante na reportagem é um policial militar de Brasília, dono de academias de esportes e dirigente de ONGs que lhe possibilitaram firmar convênios com o Ministério dos Esportes, dentro do Programa Segundo Tempo.


O denunciante foi processado e preso sob a acusação de que não aplicou devidamente os recursos obtidos com essas parcerias. Segundo integrantes do PC do B, há meses, a partir do momento em que o Ministério passou a lhe cobrar legalmente a devolução de R$ 3 milhões desviados desses convênios, ele passou a achacar pessoas da Pasta e a ameaçar usar a imprensa para passar a acusação que fez.


Desde que foi criado no governo FHC o Ministério dos Esportes era considerado inexpressivo. Há algum tempo, porém, com os milhões que tem de administrar em obras para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil tornou-se muito cobiçado. O Ministério peita, ainda, interesses poderosos - inclusive da parte da FIFA - que querem derrubar a meia entrada e a venda de bebidas alcoólicas em estádios na Copa do Mundo no Brasil. 
 
Leiam a íntegra das notas de defesa do ministro Orlando Silva e de seu partido, o PC do B. 

domingo, outubro 16, 2011

Pará é campeão de fraudes contra o seguro-defeso

Com uma ação enérgica, novo superintendente da Pesca no Pará, Albertinho Leão mostra que as fraudes terão punições e seus responsáveis e beneficiados estão com os dias contados. 

Leia a matéria do Jornal Diário do Pará:


Pará é campeão de fraudes contra o seguro-defeso (Foto: Everaldo Nascimento)
Pescadores que pedem seguro-defeso saltou de 81,9 mil para 232,6 mil (Foto: Everaldo Nascimento)



Dos 15 municípios selecionados como campeões de fraudes no seguro-defeso em todo país, o Pará ocupa posição privilegiada, com dez municípios. A maioria é do Arquipélago do Marajó - considerado o berço da triste estatística.

Atendendo a determinação do Ministério da Pesca e da Aquicultura, o superintendente de Pesca e Aquicultura no Pará, Carlos Alberto da Silva Leão, que assumiu o cargo em julho deste ano, começou uma varredura nos 15 municípios paraenses que estão entre aqueles que apresentam maiores possibilidades de fraudes. A ação conta com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União.

A varredura foi instituída desde quinta-feira (13), nos municípios que possuem um percentual de registro de pescadores acima de 10% do total de habitantes. Um Grupo de Apoio para o Desenvolvimento da Pesca e Aquicultura foi formado. Com representantes do poder público e da sociedade civil - com prioridade para órgãos e entidades do setor pesqueiro -, ele tem a missão de tentar acabar com este triste registro para o Pará.

“Nossas equipes estão visitando os municípios da Ilha do Marajó até 23 de outubro, para realizarmos a capacitação de membros e representantes que possam contribuir com propostas gerais para o desenvolvimento da pesca e aquicultura, e, prioritariamente, auxiliar na atualização do Registro de Pescadores Artesanais”, informou o superintendente Carlos Alberto Leão.

O que vem chamando atenção das autoridades é o aumento dos pedidos pelo seguro-defeso no Pará desde 2008. Dados do Ministério da Pesca mostram que em 2007 os pescadores artesanais eram 81.905. Com o advento do seguro-defeso em 2008, foram inclusos 30.702 novos pedidos. Em 2009, o número saltou para 35.534 solicitações. Em 2010, ano das eleições estaduais, subiu para 84.506 pedidos, totalizando 232.647 pescadores artesanais no Estado.

>> Trabalhadores informais ainda podem estar no sistema

As denúncias contra o mau uso do seguro-defeso levou o Ministério da Pesca a cancelar 32 mil benefícios só no Estado do Pará, depois do cruzamento de informações entre o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Cadastro Nacional de Informações Sociais e a Relação Anual de Informações Sociais.

Segundo o superintendente Carlos Alberto Leão, foram descobertos profissionais como mototaxistas, taxistas, donas de casa, comerciantes e até funcionários públicos como detentores do benefício do seguro-defeso.

“O crivo tem que ser mais abrangente, porque existem pessoas do trabalho informal que certamente foram usadas e ainda estão no sistema”, diz Carlos Alberto Leão.

Nessa semana, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério da Pesca distribuíram nota e colocaram no Portal da Transparência a relação de todos pescadores artesanais que recebem o seguro-defeso. Anunciaram também a abertura de processo administrativo para cada Estado, averiguando caso a caso e cadastrando os pedidos de restituições de todos os pescadores que realmente receberam indevidamente o benefício.

Uma nova resolução do Conselho Deliberativo do FAT estabeleceu novas exigências ao processo de habilitação, acentuando o direito ao benefício especificamente a aqueles que exercem a atividade de pesca artesanal - dele não fazendo parte os que exercem atividades relacionadas com a cadeia produtiva.

A resolução também proíbe a intervenção de agenciadores ou despachantes no processo de habilitação e exige a apresentação de documentos adicionais, comprovante de residência, e exclui pescadores de outras unidades da federação.

Já o Ministério da Pesca e Aquicultura suspendeu desde janeiro deste ano a emissão de novas carteiras de pescador. “Esta suspensão, que terminaria em dezembro de 2011, pode ser prorrogada caso haja necessidade”, informa o superintendente Carlos Alberto Leão.

Para Leão, as denúncias que têm chegado até a superintendência no Pará estão sendo apuradas com rigor, com a participação do Ministério Público Federal e agora através da Controladoria Geral da União.

Em alguns municípios, agenciadores e despachantes chegam a cobrar R$ 50 pela xerox da documentação e R$ 150 para a inclusão dos beneficiários no sistema. “O Ministério da Pesca não cobra nada por nenhum tipo de serviço. Isto é mais uma fraude que vem sendo praticada no interior”, alerta o superintendente.

CAMPEÃO DE FRAUDES

O município de Salvaterra, na Ilha do Marajó, é considerado o campeão das irregularidades no seguro-defeso. Com uma população de 18.124 habitantes, segundo o Censo de 2010, cadastrou no sistema do Ministério da Pesca cerca de 14.980 pescadores artesanais - ou seja, 82,6% de sua população.

Na segunda colocação do ranking nacional das fraudes vem o município de Santa Cruz do Arari, também do Arquipélago do Marajó. Com população de 6.280 moradores, 4.377 deles disseram que exercem a atividade de pesca artesanal, o que representa 69,69% do seu total.

São Sebastião da Boa Vista, com uma população de 21.874 habitantes, mandou para o sistema do Ministério da Pesca 8.882 moradores que se identificaram como pescadores (40,60% do total de sua população).

No Pará, dos quinze municípios ranqueados como possíveis fraudadores do seguro-defeso, nove estão no Arquipélago do Marajó. No ranking das fraudes no país, além de Salvaterra ( 1º lugar) e Santa Cruz do Arari (2º), figuram ainda destaques para São Sebastião da Boa Vista (4º), Cachoeira do Arari (5º), Baião (7º) , Mocajuba (9º) e Chaves (12º lugar). (Diário do Pará)

sexta-feira, outubro 14, 2011

Esses Tucanos...



"PSDB agora fala em voto aberto no congresso. Em 2001 relatei proposta do Tião Viana que estabelecia isso. Não aprovamos por sermos minoria"

José Eduardo Dutra, ex-senador e ex-presidente do PT, lembrando das contradições dos tucanos.

Pitbull da Veja ataca José de Abreu



Por Altamiro Borges em seu blog.

As badaladas "marchas contra a corrupção", ocorridas no feriado de ontem (12) em algumas capitais, tem gerado intensa polêmica na velha mídia e nas redes sociais. O clima esquentou e alguns fascistóides, inclusive, partiram para a baixaria - o que poderia até resultar, e seria bom, em processos judiciais.

Os jornalões, que costumam esconder qualquer protesto popular, deram destaque para o assunto nas suas edições de hoje. "Calunistas" avessos às passeatas ou greves - tratadas sempre como "badernas que tumultuam o trânsito" - não esconderam sua simpatia militante pelas marchas de ontem. Já nas redes sociais, muitos ativistas digitais denunciaram os "protestos" como manobra da direita golpista.

O real significado das "marchas"

As motivações e a real força destas marchas ainda demandarão muita reflexão. Hoje mesmo, num excelente seminário sobre comunicação promovido pela CUT do Rio de Janeiro, vários presentes abordaram o tema com preocupação. O deputado petista Robson Leite, um ativo participante da luta pela democratização dos meios de comunicação, foi duro nas críticas.

Para ele, as tais "marchas" são incentivadas pela mídia direitista e são perigosas para a democracia. Negam os partidos e os sindicatos, fazem a escandalização da política e atentam contra as instituições democráticas da sociedade. Robson coloca em dúvida a "espontaneidade" destas manifestações, lembrando que lideranças da oposição de direita e a mídia tentam usar parcela da juventude como bucha de canhão. A ditadura no Brasil e o nazifascismo na Europa também nasceram com o discurso da negação da política.

Mídia lamenta o refluxo

O tema é polêmico. De consenso, até a própria mídia concorda que as marchas do Dia da Padroeira diminuíram de tamanho. Alguns jornais falam em 30 mil participantes, outros em 20 mil, mas todos os veículos lamentam que o ímpeto das marchas do 7 de setembro refluiu. E olha que as emissoras de televisão, especialmente a TV Globo, os jornalões e as revistonas se esforçaram para mobilizar gente.

Só alguns malucos da mídia é que insistem em dizer que as marchas foram um sucesso. Um deles, talvez o mais patético, é Reinaldo Azevedo, o tucano fascista da Veja que acha que o PSDB é muito moderado e que o terrorista George Bush é um "pacificador". E o pitbull não aceita críticas. Ele se acha. Parece que está doente! Precisa ser internado urgentemente!

O "vagabundo metralha"

Diante das críticas bem-humoradas e irônicas à "marcha" do ator José de Abreu - ativista das redes sociais e reconhecido pela sua dignidade e coragem na luta pela democracia e justiça social no Brasil -, Reinaldo Azevedo partiu pra baixaria. Sem citar seu nome, talvez com medo de um processo, o pitbull esbravejou em seu blog na revista Veja:

“Até um ator do terceiro ou quarto escalão da TV Globo, que vive de braços dados com notórios detratores da emissora, um desclassificado que deve estar lá por conta de alguma cota (partidária talvez), um mamador asqueroso de dinheiro público, até esse vagabundo petralha decidiu atacar as marchas contra a corrupção. E, de quebra, me xingou também porque, como é público e notório, apóio os protestos. Urubus quando se sentem ameaçados vomitam e começam a soprar nervosamente. É o caso desse asqueroso: sempre fazendo o trabalho de sopro. Um ladrão que vive de joelhos!”

Nem os Irmãos Metralha aceitariam este "vagabundo" como membro da sua gangue. Ele é muito "asqueroso"! Toda a solidariedade a José de Abreu - inclusive num processo contra o pitbull da Veja.

Pára tudo: A Lorena faz 06 anos!

Banner do salão de festa do aniversário.

Pára tudo! 
Amanhã, sábado (15), será o dia da festa do aniversário de 06 anos de Lorena Brandão, minha única filha, nascida na Santa Casa de Misericórida do Pará, na madrugada do dia 10/10/2005, em pleno Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

Lorena é uma criança amável, solidária, comunicativa e quem a conhece sabe que carisma e simpatia são algumas de suas caraterísticas mais marcantes. 

Desde Outubro de 2006, Lorena veio com a mãe morar em Brasília e meu coração apertou-se, no entanto, vira e mexe este blogueiro dá um tempo de tudo, declara paz com todos e dá seus pulos para visitá-la na capital nacional, quando não faz isso, dá um jeito de buscar a paraensezinha para detonar uma cumbuca de açai com farinha d'água, seu prato preferido.

Amanhã a linda princesa estará muito feliz recebendo seus convidados e eu mais ainda por ter tido a benção de Deus de receber como filha um ser tão maravilhoso, como é minha filha.

Agradeço minha ex-esposa por todo cuidado e dedicação na criação de nossa filha e peço que Deus continue abençoando-as e fazendo com que a Lorena tenha tudo que precise, principalmente carinho e proteção de todos que cruzarem seu caminho.

enha
O convite temático com as princesas que permeiam o imaginário infantil.
 
 Arte do relógio de mesa que será ofertado como brinde aos convidados.


quinta-feira, outubro 13, 2011

Marinor na Mira da Justiça


Não é a primeira vez e nem será a última em que a Senadora Marinor Brito solta os cachorros pra cima da justiça. Dessa vez foi longe demais pra cima de um, esquecendo dos demais. 

Vai entender! 

Talvez seja aquilo mesmo, os fins justificam os meios.

Entenda lendo a matéria do Diário do Pará.

A Associação dos Magistrados do Estado do Pará (Amepa), entidade que congrega a judicância estadual, considerou "descortês, irresponsável e antidemocrática" a postura da senadora Marinor Brito, em entrevista coletiva na última segunda-feira (10), quando, segundo a associação, "ultrapassou o limite razoável da crítica para atingir a honra e a dignidade não apenas dos desembargadores integrantes da 3ª Câmara Criminal do TJ/PA, mas de toda a magistratura paraense".

"Questionar levianamente o veredito democrático de decisões judiciais, especialmente daquelas realizadas de forma pública, em sessão cujo acesso é livre a qualquer cidadão (e o deve ser, se o próprio interesse público não reclamar o contrário), bem assim com prévia publicação de sua efetivação, é ato mesquinho e inverte toda a lógica da responsabilidade de um agente público", afirmou a Amepa.

A Amepa repudiou as afirmações da senadora de que "a decisão foi negociada" e que "não sabemos o preço de cada sentença”. A Amepa afirma que cada magistrado tem a faculdade de julgar, segundo a sua convicção pessoal e os ditames de sua consciência, ante a leitura atenta dos documentos que instruem o processo. "Das decisões judiciais cabem os recursos que assistem às partes envolvidas, dentro das normas que regulam os processos cíveis e criminais, sendo ofensivas à Democracia e aos princípios republicanos as discussões extra-autos que, na maioria das vezes, ou descambam para as paixões pessoais ou servem de palanque eleitoreiro", diz a nota de repúdio.

"Atacar um magistrado pela sentença que profere é, no mínimo, uma tentativa de subverter o ordenamento jurídico, procurando submetê-lo às pressões da mídia quando divulga declarações, estas sim, irresponsáveis e bombásticas", diz ainda a nota.

A associação afirma ainda que "a senadora Marinor Brito revela comportamento contraditório, quando ataca a mesma Justiça que está lhe garantindo um mandato, apesar de ter sido quarta colocada na ordem de votação para o Senado". A Associação antecipa que tomará, ao lado do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, as providências judiciais "contra seus irresponsáveis acusadores".

terça-feira, outubro 11, 2011

Poema para o deputado "pedófilo" do Pará




Era uma vez um deputado.
Um deputado estadual do Pará.

Era uma vez um pedófilo.

Um pedófilo eleito deputado.

Era uma vez uma justiça.

Uma justiça paraense.

Era uma vez uma justiça, um foragido, um preso.

Era uma vez uma renúncia.

Um renúncia forçada, escandalosa.

Era uma vez um preso.

Um preso libertado pela força do dinheiro e do tráfico de influência.

II

Era uma vez uma menina do interior.

Uma menina assediada, bolinada, aliciada, comprada, explorada e violentada.

Era uma vez uma justiça.

Uma justiça errada, comprada, viciada.

Era uma vez uma absolvição de um crime.

Um crime com provas, relatos, indignações e dinheiro.

Era uma vez uma farsa.

Uma farsa onde ricos, políticos e pedófilos não vão pra cadeia.

III

Era uma vez um silêncio.

Um silêncio dos deputados, ministério público, igreja, governo.

Era uma vez a vergonha.

A vergonha da política e da justiça paraense.

Fim.

domingo, outubro 09, 2011

Hospital velho é que faz propaganda boa


O governador Simão Jatene é de fato um político folclórico.

Desapropriou um hospital que era particular, reformou, adaptou, deu-lhe um outro nome e para isso, gastou a bagatela de R$ 43 milhões de reais e o entregou com pompas de hospital novo.

A imprensa local adora essas inaugurações. Ganham os jornais, alguns radialistas, empresas de comunicação e todos que recebem recursos públicos com propaganda.

No entanto, o jornalismo que deveria cumprir o papel fiscalizador, se quer comentou ou se prestou a indagar se a aquisição e reforma do prédio foram feitas através de dispensa de licitação.


Sabemos que a dispensa de licitação é um procedimento restrito à medidas emergenciais que o Estado pode adotar em situações que a mereçam.


Considero que Belém necessitava do reforço dos 80 leitos disponibilizados no "novo" hospital público - o que nem de longe resolve o déficit de leitos na capital e em todo o Estado - mas a lisura e a transparência deveriam ser observados, em mais esta "obra" criada pelo aparato da comunicação tucana no Pará.  

As chamadas matérias jornalísticas novamente abrem mão de sua criticidade e revelam como andam de mãos dadas e à mercê da secretaria de comunicação e da base aliada de Simão Jatene. Uma vergonha!

quarta-feira, outubro 05, 2011

Franssinete Florenzano: Jornalista, exonerada por ser ética, combativa e denunciar a bandidagem no Pará




Por Fábio Castro.


A jornalista Franssinete Florenzano, editora do blog Uruá Tapera e do jornal de mesmo nome foi exonerada do Tribunal de Contas do Estado por motivos políticos.

Franssi é uma jornalista competente, uma profissional honrada e dedicada ao seu trabalho. Há muito tempo vem sendo perseguida pelos poderes sujos do estado do Pará. Em episódios sucessivos, tem tido seu trabalho de jornalista cerceado. Dentre outros, pelo ex-deputado federal Vic Pires Franco (DEM); pelo atual governador Simão Jatene (PSDB), durante a campanha de 2010; pelo vereador Raimundo castro, presidente da Câmara Municipal de Belém e, ainda, pelo vereador Gervásio Morgado (PP). Recentemente, começou a receber ameaças anônimas.


A demissão da jornalista é resultado da pressão do vereador Morgado sobre o TCE.


Gervásio Morgado, por sua vez, não é um vereador competente. É o autor da proposta de mudar o nome da Travessa Apinagés, o autor de inúmeros atos de perdão de dívidas para com a prefeitura e o mesmo que foi fotografado bebendo cerveja em plena Câmara Municipal.


Esse tipo de situação exige que as pessoas se posicionem. Defender a Franssi é defender a sociedade, pois o trabalho dela é exemplo do jornalismo que interessa à sociedade, ao bem público, ao interesse comum. Um exemplo do jornalismo que não pactua com os interesses pessoais e empresariais que tomam a comunicação e a política, traindo, nelas, sua função elementar.


Essa situação é um abuso de poder político e nos leva a perceber o quanto o estado do Pará tem-se tornado refém desses interesses e de seus poderes sujos.


Não temos jornais, rádios ou TVs, mas temos a internet - e justamente é isso que tem incomodado a gente como Gervásio Morgado. Façamos uso dela: de nossos blogs, do Twitter, das redes sociais, enfim, para ajudar a evidenciar a maneira como as elites paraenses, na sua covardia, ganância e arrogância - sim, e na sua ignorância, é claro - têm abusado de prerrogativas públicas e do poder econômico para cometer injustiças e arbitrariedades.